Publicado em 17 de março de 2021 às 20:39
- Atualizado Data inválida
Com início nesta quinta-feira (18), a quarentena no Espírito Santo tem duração prevista de 14 dias, mas pode ser prorrogada caso a taxa de ocupação das Unidades de Terapia Intensiva (UTI) continue acima de 90% – e, se houver uma piora no índice, as medidas socioeconômicas podem ser ainda mais duras. >
Os possíveis panoramas para daqui cerca de duas semanas foram revelados pelo secretário estadual de governo Gilson Daniel, em entrevista ao Papo de Colunista desta quarta-feira (17). No entanto, ele destacou que o Governo do Estado acredita que os números da pandemia terão melhorado ao final do período.>
Gilson Daniel
Secretário de Governo do Espírito SantoApesar de demonstrar conhecimento dos impactos econômicos, ele explicou que o momento se impôs e que o objetivo principal é salvar vidas. "As medidas que foram publicadas foram mais um aperto. Se houver necessidade, vamos apertar mais, porque a nossa meta é não faltar leitos e evitar que as pessoas morram", disse. >
"O Governo seguiu a ciência desde o início da pandemia. Nos próximos dias, nós vamos acompanhar os números no Espírito Santo e no Brasil. Não podemos ter medo de fazer o que é certo, de adotar medidas a favor da vida. Se tiver que fechar (mais) para evitar uma morte, vamos fechar", completou Gilson Daniel.>
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Gilson Daniel
Secretário de Governo do Espírito SantoPara tentar atingir o objetivo da quarentena, o secretário reforçou o pedido de colaboração aos capixabas. "Temos que ter o apoio. Precisamos que a sociedade entenda a necessidade da utilização das máscaras, da higienização das mãos e da não aglomeração. É um apelo que nós temos feito", afirmou. >
Algumas definições a respeito do que poderá ou não funcionar nos próximos 14 dias ficou a cargo dos municípios, é o caso das feiras-livres, por exemplo. No entanto, a maior parte das determinações já foram definidas pelo Governo do Estado e precisam ser cumpridas pelas prefeituras capixabas. >
"Acreditamos que teremos o apoio de todos os prefeitos. O prefeito tem que organizar o trabalho com base nesse decreto. O que o prefeito pode fazer é aumentar as restrições do decreto, mas não pode falar que vai abrir o comércio, porque ele estará indo de encontro à legislação", esclareceu o secretário Gilson Daniel.>
No entanto, caso esse apoio não seja verificado, ele garantiu que os episódios de descumprimento podem ser levados à Justiça. "O Ministério Público do Espírito Santo (MPES) vai atuar no cumprimento desse decreto. O prefeito que não atender pode sofrer sanções, um processo de improbidade", alertou.>
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