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Qual o prazo para tomar a quarta dose após ter Covid-19

Intervalo é necessário mesmo para casos assintomáticos, segundo a Sesa. Especialista explica que o período é para que a resposta imunológica aumente

Tempo de leitura: 2min
Linhares
Publicado em 20/06/2022 às 20h14
Aplicação da dose de reforço da vacina contra Covid-19
Aplicação da dose de reforço da vacina contra Covid-19. Crédito: Elizabeth Nader / PMV

A ampliação do público-alvo para tomar a quarta dose da vacina contra a Covid-19, que desde a segunda-feira (20) alcançou as pessoas com mais de 30 anos, ocorre paralelamente ao aumento no número de casos da doença no Espírito Santo. O reforço é fundamental para o controle da infecção no Estado e também para evitar quadros graves, mas quem foi contaminado recentemente vai precisar esperar um pouco. 

Para quem não foi contaminado, o intervalo da terceira para a quarta dose é de 4 meses. Contudo, para quem teve o diagnóstico positivo, a recomendação é esperar 30 dias após os primeiros sintomas ou o resultado do teste (mesmo nos casos assintomáticos), segundo a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa)

Esse prazo tem explicação. A infectologista Polyana Guerra diz que o corpo da pessoa infectada aumenta a produção de anticorpos, que defendem o organismo do vírus. Depois, no momento em que ocorre a queda dessa produção, a aplicação da vacina estimula novo aumento de anticorpos e reforça a proteção. 

“Com a doença, o nosso corpo tem o pico de anticorpos após 15 dias do início dos sintomas. O ideal é que se tome a vacina quando o pico comece a cair para gerar memória imunológica e, assim, melhorar a resposta do organismo. Isso acontece nesse período”, explica a médica.

PÚBLICO-ALVO

Além das pessoas com 30 anos ou mais, uma nota técnica da Sesa também estabelece vacinação de reforço para quem tem 18 anos ou mais e possui comorbidades ou faz parte de grupos prioritários. Esses grupos são:

  • Imunocomprometidos; 
  • pessoas com doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais; 
  • trabalhadores da saúde; 
  • trabalhadores da educação; 
  • forças de segurança e salvamento; 
  • forças armadas; 
  • população privada de liberdade; 
  • funcionários do sistema prisional;
  • caminhoneiros; 
  • motoristas de transporte coletivo; 
  • portuários.

A variante do coronavírus mais comum hoje no Estado é a Ômicron. Segundo o secretário de Saúde Nésio Fernandes, quem está com o esquema vacinal incompleto tem maior chance de adoecer e precisar de internação, correndo mais risco de morte. Por isso é importante estar com o cartão de vacinação em dia. 

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