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"Prefeitos são autônomos e podem decretar risco extremo", diz secretário do ES

De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, municípios têm autonomia para determinarem o fechamento total – lockdown – como medida extrema para combater o avanço da Covid-19

Publicado em 02/06/2020 às 12h39
O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, em entrevista à TV Gazeta nesta quinta-feira (28)
O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou que a opção por decretar um lockdown nas cidades é de responsabilidade dos prefeitos  . Crédito: Reprodução / TV Gazeta

O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, disse na manhã desta terça-feira (2) em entrevista à jornalista Fernanda Queiroz, da CBN Vitória, que os prefeitos capixabas têm autonomia para decretarem o fechamento total, o chamado lockdown, nas respectivas cidades.

Questionado se as medidas para o isolamento extremo já não deveriam estar sendo adotadas, Nésio Fernandes falou sobre a possibilidade de os prefeitos da Grande Vitória decretarem o lockdown.

"Os prefeitos são autônomos para decretar o risco extremo. Já tivemos casos no ES de municípios que fizeram", disse Nésio, se referindo as cidade de Boa EsperançaEcoporanga e Água Doce do Norte, que já passaram por esse estágio em decorrência do novo coronavírus

Em um lockdown, apenas serviços essenciais são mantidos à população, como farmácias e supermercados, enquanto se fecha um conjunto grande de atividades econômicas e sociais, fazendo com que as pessoas permaneçam isoladas em casa.

Na fala, o chefe da Sesa deixou claro que os municípios independem do Estado para decretarem o fechamento total, porém ressalta que o ideal é que a ação seja implementada de forma conjunta para maximizar o isolamento social.

"O ideal é que o risco extremo seja decretado em modo regional. Não adianta decretar lockdown em Vitória e manter as atividades em Vila Velha, com o população indo à Praia da Costa", salientou o secretário na entrevista.

MATRIZ DE RISCO

Um fator determinante para que o lockdown seja adotado é a ocupação dos leitos. O governo do Estado, por meio da matriz de risco, avalia diariamente a utilização dos leitos destinados aos infectados e suspeitos.

"Temos uma matriz que ela naturalmente apontará no momento adequado a necessidade de reconhecer o risco extremo. (...) Temos mais de 300 leitos para abrir ainda", explicou Nésio, se referindo aos novos espaços que serão entregues nas próximas semanas, o que faz com que o governo também não adote a implantação dos hospitais de campanha.

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