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Pelo menos 5 cidades do ES informam risco de faltar oxigênio em hospitais

São elas: Águia Branca, Conceição da Barra, Ibiraçu, Rio Novo do Sul e São Gabriel da Palha; Sesa disse que situação está sob controle. A falta de oxigênio provocou colapso na rede assistencial de Saúde em vários Estados

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 14/04/2021 às 20h14
Leitos contarão com respiradores
Houve um aumento significativo no consumo de oxigênio na rede hospitalar. Crédito: Prefeitura Municipal de Linhares | Arquivo

Em questionário enviado pelo Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) aos municípios brasileiros, cinco cidades capixabas, dentre as 14 que responderam à pesquisa, afirmaram apresentar risco de desabastecimento de oxigênio na rede hospitalar nos próximos dias. Foram elas: Águia Branca, Conceição da Barra, Ibiraçu, Rio Novo do Sul e São Gabriel da Palha.

Sobre o assunto, o secretário Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, já havia tranquilizado os capixabas durante coletiva de imprensa realizada no último dia 09. Segundo ele, até aquele momento, o insumo não faltava no Estado para aqueles que precisavam. Nésio afirmou que, ainda ao longo do ano passado, foram feitas avaliações pelo governo do Estado em relação à capacidade de fornecimento, armazenamento e produção de gases hospitalares na rede pública estadual.

A falta de oxigênio para pacientes com a Covid-19 e para pessoas internadas com outras doenças provocou grande colapso na rede assistencial de Saúde em vários Estados brasileiros nos últimos meses, como o Amazonas, que chegou a mobilizar brasileiros de todo o país com a causa.

RELATÓRIO DETALHADO

Na planilha divulgada pelo Conasems, a listagem de municípios capixabas respondentes informou o estoque de oxigênio disponível, bem como qual é o consumo mensal necessário para cada um. A partir dessas variáveis, cada cidade concluiu se apresenta ou não risco de falta do gás. Confira:

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O QUE DIZ A SESA

Demandada a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) nessa terça-feira (13), o órgão informou que, em relação aos gases medicinais hospitalares, houve um aumento significativo no consumo de oxigênio nessa última onda da doença e, por isso, a Sesa estendeu a vigilância nas unidades hospitalares e principais empresas fornecedoras do Estado, ajustando os contratos para garantir a demanda de consumo. Além disso, neste mês de abril foi intermediada conversa com uma indústria siderúrgica do ES para apoio e intensificação do fornecimento de oxigênio em território capixaba.

Em nota, o órgão acrescentou que  os níveis de gases medicinais são acompanhados regularmente para que não haja desabastecimento no Estado. No entanto, a pandemia trouxe uma nova realidade que fez com que o consumo das unidades de saúde de todas as redes — pública, privada e filantrópica — apresentassem necessidade de reabastecimento em menor período.

DADOS DA COVID-19 NO ES

Mais 102 mortes foram registradas no Espírito Santo nesta quarta-feira (14), totalizando 8.412 óbitos provocados pelo coronavírus desde o início da pandemia, em março de 2020. Os dados são do Painel Covid-19, ferramenta da Secretaria de Estado da Saúde (Sesa).

Nas últimas 24 horas, foram identificados 2.374 novos casos, chegando a 409.315 pessoas infectadas desde o início da pandemia.

Na lista dos municípios mais afetados, a Serra é a cidade com mais pessoas infectadas: 51.018. Vila Velha aparece em segundo, com 50.663 confirmações da doença, seguido por Vitória (44.378) e Cariacica (31.514).

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