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Obra da Terceira Ponte de Colatina começa em junho de 2026, diz DER-ES

Obra da Terceira Ponte de Colatina começa em junho de 2026, diz DER-ES

Estrutura sobre o Rio Doce contará com 12,18 quilômetros conectando o Centro ao bairro São Silvano

João Barbosa

Repórter / [email protected]

Publicado em 23 de dezembro de 2025 às 09:05

Projetada para ser uma nova via de trânsito entre os bairros Lacê e São Silvano e o Centro, a Terceira Ponte de Colatina deve começar a ser construída em junho de 2026. A obra, que deve custar cerca de R$ 164 milhões, está na fase de elaboração da documentação necessária para emissão de licenciamento ambiental.

O desenvolvimento do projeto foi detalhado à reportagem de A Gazeta pelo Departamento de Edificações e de Rodovias do Espírito Santo (DER-ES) e pelo Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema) na segunda-feira (22).

Ao todo, o complexo viário (incluindo acessos e saídas) da nova ponte sobre o Rio Doce no município da Região Noroeste contará com 12,18 quilômetros. Além de criar uma nova conexão entre bairros, a estrutura deve desafogar o fluxo da Ponte Florentino Avidos, que, com a conclusão da obra, terá suas vias de tráfego no sentido Centro. A Terceira Ponte, por sua vez, terá todo o sentido em direção a Lacê e São Silvano.

Segundo o DER, toda a documentação relativa ao meio ambiente na região das obras deve ser entregue ao Iema no final de fevereiro de 2026. A partir daí, começa o processo para a concessão da licença ambiental. 

Já de acordo com o Iema, foram superadas as fases que esclarecem questões referentes à competência, ao enquadramento e  ao tipo de estudo exigido para o licenciamento. “Além disso, o Iema também recebeu e atendeu o pedido para a Autorização de Manejo de Fauna Silvestre para estudo de fauna que comporá o estudo para o licenciamento ambiental”, divulga a pasta estadual.

Projeto de onde deve ficar a 3ª Ponte de Colatina
Projeto de onde deve ficar a 3ª Ponte de Colatina Crédito: DER-ES

Para a construção da ponte, um decreto do governo do Estado, publicado em setembro deste ano, determinou a desapropriação de áreas de utilidade pública, como ruas, praças e trechos de avenidas de Colatina.

  • Margem Sul (Região do Centro)

    Praça Principal
    Avenida Getúlio Vargas
    Travessa Nilo Peçanha
    Rua José Francisco de Souza
    Rua Elsa Benetti Machado
    Avenida Prefeito José Zouain

  • Margem Norte (área de Lacê e São Silvano)

    Avenida Brasil
    Rua Bolivar Abreu
    Rodovia Gether Lopes de Farias
    Avenida Fidelis Ferrari
    Rua Luís Simonassi
    Rua Arminda Sacci
    Rua Jonas Simonassi
    Rua Mário José Ferrari
    Rua Bolivar de Abreu

  • Conexão com a BR 259 e rodovia ES 080

    Rua Luís Simonassi
    Avenida Jequitibá

Segundo informou o DER-ES em setembro, a desapropriação servirá para liberar áreas onde a nova estrutura será implantada ou onde haverá expansão de vias.

“Não necessariamente serão eliminadas ruas ou avenidas existentes; muitas vezes será apenas alteração de traçado, alargamento ou ajustes nas margens. Em casos como esse, as intervenções normalmente visam ajustar, realocar ou compensar, para garantir que o trânsito continue, mesmo que adaptado. Além disso, a desapropriação implica indenização ao proprietário afetado (no caso de áreas particulares), garantindo direitos legais”, declarou o órgão, em nota enviada à reportagem em setembro passado.

Para a construção da ponte, o governo do Estado deve contar com R$ 30 milhões provenientes do Novo Acordo do Rio Doce, recurso destinado a cidades impactadas pelo rompimento da barragem de rejeito de minério da Samarco em Mariana (MG), ocorrido em 2015.

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