Os indicadores da pandemia do novo coronavírus apresentaram melhora pelo terceiro mês seguido no Espírito Santo. Durante julho, o Estado registrou 410 mortes – uma redução de 39,7% no comparativo com junho. Apesar do número ainda bastante significativo de vidas perdidas, este é o quarto melhor cenário desde o início do contágio.
Todos os dados usados nas comparações desta matéria de A Gazeta têm como base as atualizações diárias do Painel Covid-19, da Secretaria Estadual de Saúde (Sesa). Isso significa que eles foram divulgados ao longo de julho, mas que não necessariamente são de casos ou mortes ocorridos neste mesmo período.
Acompanhando o comportamento dos óbitos, as confirmações da doença também apresentaram queda significativa em julho. Foram exatos 24.751 casos, cerca de 11 mil a menos que no mês passado – o que equivale a uma redução de 30,9%. Essa é a quarta melhora consecutiva desse índice no Estado.
A melhoria nos dois indicadores – mortes e casos – é reflexo, principalmente, do avanço da vacinação contra a Covid-19. De maneira geral, os municípios capixabas estão imunizando jovens adultos com mais de 30 anos de idade, mas há aqueles que já avançaram para faixas etárias inferiores, como Guarapari e Colatina, por exemplo.
Os reflexos da imunização também podem ser percebidos no mapa de risco do Espírito Santo, que traz mais de 70 cidades na cor verde, que representa o mais baixo nível de alerta. Assim como o número de pacientes internados pela doença na rede pública estadual, que tem ficado abaixo de 600 nos últimos nove dias.
312 pacientes
estão em leitos de UTI estaduais devido à Covid-19 neste sábado (31)
Ainda assim, é importante lembrar que comportamentos inadequados – como aglomerações e uso incorreto das máscaras – combinados com as dez variantes que já circulam no Estado e a maior transmissibilidade da cepa Delta podem comprometer as conquistas desta fase de recuperação, iniciada no final de abril deste ano.
Por isso, na última segunda-feira (26), o secretário de Saúde Nésio Fernandes reforçou um pedido aos capixabas. "Atividades econômicas são fundamentais, mas precisamos ter colaboração dos autores com protocolos que diminuem o risco de contaminação para não ser necessário repensar as flexibilização das regras", alertou.