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Junho consolida queda no número de casos, internações e mortes no ES

Os indicadores apresentam redução em relação aos meses anteriores, com destaque para abril, o período mais letal da pandemia de Covid-19 no Espírito Santo

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 25/06/2021 às 19h42
Vacina contra covid-19 da Janssen, empresa farmacêutica da Johnson & Johnson
Vacina contra Covid-19 da Janssen, empresa farmacêutica da Johnson & Johnson. Crédito: Divulgação/Sesa

Os indicadores que revelam o comportamento da pandemia de Covid-19 no Espírito Santo estão em queda no mês de junho. Houve redução no número de casos confirmados da doença, de internações, de mortes e na taxa de contágio. E elas são ainda mais expressivas quando comparadas a abril, o mês mais letal da pandemia do novo coronavírus.

Um exemplo vem do número de casos confirmados da doença. Em março o Estado alcançou o patamar mais alto, com 65.113 confirmações de infecção pelo novo coronavírus. Em abril já houve 26% de queda e em maio outra redução de 18%. “Com pequenas flutuações, mas estamos há 13 semanas com redução nos casos confirmados de Covid-19”, explica Pablo Lira, diretor de Integração e Projetos Especiais do Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN).

Dados da Covid-19
Dados da Covid-19. Crédito: NIEE/IJSN

A situação não difere em relação aos óbitos. Já são onze semanas seguidas de queda no indicador. O mês mais letal foi o de abril, com 2.013 mortes. Em maio houve uma redução de 40%, fechando o mês com 1.202 mortes.

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“Devemos fechar o mês de junho, numa expectativa bem conservadora, com 570 óbitos ou até menos, chegando a uma nova redução de 53% nas mortes. São dois meses de quedas bem expressivas”, explica Lira.

Dados da Covid-19
Dados da Covid-19. Crédito: NIEE/IJSN

Outro dado que ajuda a mostrar que já caminhamos para um controle da pandemia no Espírito Santo é a Média Móvel de Óbitos do Estado (MMO). Ela está em 16,21. Em abril ela alcançou a marca de 75. Vale ressaltar ser o menor patamar desde o início do mês de fevereiro, quando ela estava em 17.

A MMO da Grande Vitória está em 5. Em 19 de abril deste ano ela alcançou o patamar de 40,14. “É uma queda consolidade e já estamos quase chegando ao menor patamar deste indicador, que foi em 15 de outubro do ano passado, quando marcou 2,7”, recordou Lira.

Já a MMO do interior está em 11. “Estamos caminhando para uma situação de controle, com queda sustentada nos indicadores e isso deve se consolidar se não surgirem novas variantes do vírus ou a população desrespeitar as regras de segurança”, observa Lira.

Dados da Covid-19
Dados da Covid-19. Crédito: NIEE/IJSN

São fatores, explica Lira, que acabam tendo repercussão na taxa de transmissão da doença (RT). No Espírito Santo ela chegou a 0,92. É a terceira semana consecutiva de queda.

Na Grande Vitória a taxa de contágio é de 0,8, na quarta semana de queda. No interior está um pouco maior, chegando a 1,05, mas também na quarta semana de queda.

Dados da Covid-19
Dados da Covid-19. Crédito: NIEE/IJSN

Outro ponto importante, segundo Lira, é a taxa de ocupação de leitos hospitalares. Nesta sexta-feira (25) ela está em 65% para as UTIs, e em 37% na ocupação das enfermarias.

“A taxa de ocupação de enfermarias, quando começa a crescer, acende um alerta de que esta havendo um avanço da doença e que em breve a taxa de ocupação das UTIs também irá crescer. Mas, no caso das duas, estamos com uma das menores taxas de ocupação do país, segundo dados da Fiocruz. Em outros Estados este indicador ultrapassa os 80%”, relata Lira.

VACINAÇÃO

Em paralelo, o Espírito Santo já alcançou a marca do quinto Estado entre os que mais aplicaram a segunda dose, com esquema vacinal completo, alcançando 12,61% da população. “Um percentual que tende a crescer com a vacina da Janssen. Um dos reflexos disso é a redução de mortes entre idosos com mais de 80 anos”, assinala o diretor do IJSN.

Ele pondera que as medidas restritivas adotadas no final de março, incluindo a quarentena preventiva, foram fundamentais para o controle da pandemia no Estado e a redução dos indicadores.

“Se as medidas não tivessem sido adotadas naquele momento, o crescimento da doença e seus impactos seriam mais fortes. Precisamos agora ficar atentos ao final do ano, época de mais aglomerações, e ao aparecimento de novas variantes”, assinala o diretor do IJSN e colunista de A Gazeta.

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