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Indiano isolado em hotel no ES foi infectado com variante brasileira P1

A Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) informou que não há nenhum caso importado ou de transmissão local da cepa com origem na Índia

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 01/06/2021 às 16h24
Hotel Nobile Suites Diamond fica no bairro Jardim Camburi, em Vitória
Hotel Nobile Suites Diamond fica no bairro Jardim Camburi, em Vitória: quarentena encerrada. Crédito: Vitor Jubini

Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) anunciou, em pronunciamento na tarde desta terça-feira (1º), que está encerrada a quarentena imposta aos hóspedes e funcionários do Hotel Nobile Suites Diamond, em Jardim Camburi, Vitória, depois que um marinheiro mecânico oriundo da Índia, hospedado no local, foi diagnosticado com a Covid-19.

Também está descartado que ele tenha sido contaminado pela linhagem B.1.617 do coronavírus, conhecida como variante indiana. Nenhum caso suspeito notificado até o momento no Espírito Santo é dessa cepa, considerada mais contagiosa e para a qual não se sabe ainda se as vacinas disponíveis são eficazes. 

"A Sesa, neste momento, acaba de encerrar a quarentena que foi determinada para investigação de caso suspeito da variante indiana. Noventa e dois trabalhadores e hóspedes foram investigados ao longo da quarentena, e foi identificado apenas um caso positivo para Sars-Cov-2 (coronavírus), mas que é da variante P.1, a variante brasileira que foi primeiro identificada no Amazonas. Então, está descartada importação da variante indiana", disse o secretário Nésio Fernandes, em pronunciamento. 

Nésio Fernandes pontuou que outro caso suspeito da cepa indiana, que havia sido notificado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 23 de maio, também foi descartado. Assim, reforçou o secretário, o Espírito Santo não tem casos importados nem de transmissão local da B.1.617. 

Durante o pronunciamento, Nésio Fernandes ainda agradeceu a compreensão dos trabalhadores, hóspedes e dos empresários diante da necessidade de implantar o isolamento no hotel, e também ressaltou o trabalho das equipes de vigilância sanitária que, pela agilidade, possibilitaram a ruptura da cadeia de transmissão do coronavírus. 

"O governo avalia como positiva, oportuna e rápida a atuação tanto da Anvisa quanto das vigilâncias do Estado e do município de Vitória. Em um trabalho conjunto, com coordenação, impedimos a disseminação da infecção naquela unidade hoteleira e está encerrada a quarentena", frisou o secretário, acrescentando que só permanece em isolamento quem testou positivo para a Covid-19, até que receba alta médica. 

O subsecretário estadual de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, destacou também o trabalho das equipes de vigilância que, além de fazer o controle no hotel, monitorou outros contatos e locais. 

"Fazemos a investigação dos contatos que, eventualmente, antes da interdição  estiveram com outras pessoas, outros estabelecimentos. Isso o sistema de vigilância providencia. Então, se alguém que estava no hotel circulou e teve contatos, com a  possibilidade de transmissão da doença em outro espaço, esse espaço também foi  considerado, e as pessoas investigadas. O  sistema de laboratório do Estado também é alertado", explicou.

Reblin falou que todo o trabalho evitou espalhar mais o vírus que já circula entre a população do Estado. 

Luiz Carlos Reblin

Subsecretário estadual de Vigilância em Saúde

"A autoridade sanitária precisa intervir para preservar a vida e a saúde das pessoas e isso foi feito neste episódio"
Pelo vidro era possível ver a movimentação no interior do hotel Nobile Suites Diamond, onde um hóspede oriundo da Índia testou positivo para a Covid-19
Pelo vidro era possível ver a movimentação no interior do hotel Nobile Suites Diamond, onde um hóspede oriundo da Índia testou positivo para a Covid-19. Crédito: Vitor Jubini

ENTENDA O CASO

O mecânico indiano que foi diagnosticado com a Covid-19 chegou ao Estado na semana passada para um trabalho. Outros dois marinheiros do país asiático - um imediato e o comandante - também desembarcaram em Vitória. Pelos protocolos de biossegurança, os três ficaram isolados até que a Sesa foi comunicada pela Anvisa sobre a presença dos trabalhadores que, então, foram submetidos a um teste para detectar o coronavírus.

Apenas o mecânico testou positivo, e a amostra do exame dele foi encaminhada à Fiocruz, na última sexta-feira (28), para ser realizado o sequenciamento genômico, que poderia definir a cepa com a qual foi contaminado. Nesta terça, o resultado apontou que se trata da variante P.1, e não da indiana. 

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