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Idoso ferido por enxame de abelhas relata desespero em Nova Venécia

Aylton Frigerio, de 74 anos, foi atacado em uma propriedade rural de Nova Venécia, por quase 30 minutos até ser socorrido. A vítima ficou com marcas no corpo todo

Colatina / Rede Gazeta
Publicado em 19/04/2021 às 20h18
Corpo do idoso ficou com v
Corpo do idoso ficou com várias marcas dos ataques. Crédito: Raphael Verly/ TV Gazeta 

Por todo corpo do idoso de 74 anos, as marcas das picadas de abelhas ainda estão muito aparentes. Elas são fruto de quase meia hora de terror e sofrimento enfrentadas por Aylton Frigerio. Ele foi atacado em uma propriedade rural de Nova Venécia, Noroeste do Espírito Santo, na manhã de domingo (18).

O idoso contou que estava trabalhando com um cano. Quando mexeu no local, os insetos começaram a picá-lo. Aylton tentou correr, mas caiu e foi picado pelo enxame.

Marcas nas pernas do idoso
Marcas nas pernas do idoso. Crédito: Raphael Verly / TV Gazeta

Foram quase 30 minutos tendo o corpo atacado por centenas de abelhas. O idoso relatou os momentos de terror e aflição. “Eu fiquei de bruços e tentei proteger o meu rosto. Eu rezava, gritava, sentia queimação o tempo todo", contou para a reportagem da TV Gazeta.

Quando os bombeiros chegaram ao local, o idoso ainda estava caído no chão, coberto pelos insetos. Paramentados com trajes de segurança, os militares retiraram as roupas do idoso e o levaram para longe das abelhas. Depois, usaram inseticida para dispersar as abelhas. Ele estava consciente e foi levado para o Hospital São Marcos, que fica no mesmo município.

Idoso ainda se recupera do ataque. Crédito: Raphael Verly
Idoso ainda se recupera do ataque. Crédito: Raphael Verly

Depois de atendido e medicado na unidade, o idoso foi liberado para voltar para casa. Com muitas marcas pelo corpo, ele ainda precisa se recuperar em casa. A vítima ainda reclama de dor ao se movimentar e aponta o pescoço e a orelha como os locais mais doloridos.

POR QUE AS ABELHAS "ATACAM"?

De acordo com o biólogo, professor e mestre em Gestão Ambiental Marco Bravo, o que ocorre não é um "ataque de abelhas", mas sim uma forma de elas defenderem seu território. "As abelhas não atacam ninguém do nada. O que aconteceu aí é que provavelmente elas tiveram seu território invadido. A abelha é um inseto social, territorialista e se defende quando sofre alguma invasão", explicou.

A idosa reclamava da presença das abelhas desde 2018
A abelha é um inseto social, territorialista e se defende quando sofre alguma invasão. Crédito: Divulgação

Ainda segundo o biólogo, o idoso não deve ter percebido que invadiu o território das abelhas: "Ele deve ter entrado no território da colmeia. Quando isso acontece, a abelha soldado vai defender a colmeia. Na picada ela solta um hormônio que chama outras abelhas, por isso a defesa feita pelo enxame", salientou. Segundo ele, é necessário ficar atento e procurar saber sobre a existência de colmeias nos locais, para evitar acidentes.

Marco explica que no ato de defender a colmeia e picar uma pessoa, a abelha acaba morrendo, dando a vida pela colmeia: "Quando ela pica alguém, ela morre. Nesse caso aí todas elas morreram. Elas dão a vida pela colmeia" frisou.

OUTRO ATAQUE NA MESMA SEMANA

Na última quinta-feira (15) um jovem de 23 anos também foi picado por um enxame de abelhas. Para fugir das abelhas, o homem pulou em uma represa, mas não conseguiu nadar e morreu afogado. O caso ocorreu em Pinheiros, no Norte do Estado. O rapaz e outros dois colegas estavam ao lado da represa, onde havia uma bomba de irrigação, quando foram surpreendidos pelos insetos.

Em entrevista à reportagem de A Gazeta, o chefe da guarnição militar que atendeu a ocorrência, sargento Sérgio Ramlow, contou que os jovens começaram a ser atacados e, para fugir das abelhas, pularam na água:

Homem morreu após entrar em represa fugindo de enxame de abelhas em Pinheiros
Homem morreu após entrar em represa fugindo de enxame de abelhas em Pineh. Crédito: Divulgação | Corpo de Bombeiros

"Eles tentaram nadar atravessando a represa em direção a uma casa do outro lado, mas o rapaz de 23 anos não conseguiu. A quase 10 metros da casa, esse rapaz começou a se afogar. Os outros dois tentaram segurá-lo e ajudá-lo a terminar o nado para sair, mas ele não conseguiu e se afogou. Chegando lá, em poucos minutos após o acionamento consegui encontrar o corpo do rapaz", explicou.

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