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Hoffmann: "Piora da situação na Grande Vitória pode levar a lockdown"

Em entrevista à jornalista Fernanda Queiroz, na CBN Vitória, nesta segunda-feira (04), o secretário de Estado do Governo, Tyago Hoffmann, reafirmou o distanciamento social como medida necessária aos capixabas

Publicado em 04/05/2020 às 15h43
As medidas de isolamento durante a pandemia do novo coronavírus têm dividido a opinião de cientistas
As medidas de isolamento durante a pandemia do novo coronavírus podem se tornar ainda mais rígidas. Crédito: Pixabay

Em entrevista à jornalista Fernanda Queiroz, na Rádio CBN Vitória, nesta segunda-feira (04), o secretário de Estado do Governo, Tyago Hoffmann, reafirmou o distanciamento social como medida necessária aos capixabas para evitar o aumento dos casos do novo coronavírus e disse ainda que o agravamento da situação atual na Grande Vitória pode levar, em último caso, ao lockdown. "Por enquanto não são estudadas medidas assim, mas o agravamento da situação pode levar ao lockdown aqui. É bom fazer esse alerta para que a sociedade nos ajude com o isolamento social", iniciou.

A autoridade esclareceu que o Espírito Santo vem adotando um modelo de matriz de risco que define quatro níveis: o de baixo risco, o qual abrange hoje mais de 60 municípios capixabas, o de risco moderado, alto e extremo. "A Grande Vitória está hoje no nível alto, que exige um controle maior, com uso de máscaras e fechamento de atividades econômicas. Se os casos explodirem, o modelo migrará para o de risco extremo, cuja medida indicada é o lockdown", explicou Hoffmann.

Em caso de passar a ser necessário o lockdown, o secretário afirmou que haverá discussão das medidas com a sociedade, com o Judiciário, com o Ministério Público e com os setores produtivos, sendo que as restrições não serão impostas unilateralmente. Em um modelo assim, funcionariam apenas supermercados e farmácias, com horário controlado e bloqueio no sistema de transporte, e pessoas que circulassem com outras finalidades seriam enviadas de volta para casa.

QUANTIDADE DE LEITOS

Ainda de acordo com Hoffmann, o modelo atualmente colocado em prática leva em consideração uma matriz que correlaciona isolamento social com número de casos e quantidade de leitos. "Como estamos ampliando significativamente a quantidade de leitos, isso é que tem feito com que essa explosão não resulte em um colapso no sistema de saúde, que eventualmente levaria a uma medida extrema dessas, como é o lockdown. Mas precisamos da colaboração da sociedade no conceito de isolamento social e de corresponsabilidade", frisou.

O QUE É LOCKDOWN?

De acordo com a médica infectologista Rubia Miossi, o termo "lockdown" ou "bloqueio total", em português, consiste no fechamento de tudo, inclusive de serviços essenciais, mantendo abertos apenas farmácias, supermercados e hospitais. Há, neste caso, necessidade de autorização, muitas vezes por parte das autoridades policiais, para sair de casa. "É como em um toque de recolher. Já é bem mais extremo, para quando o número de casos está descontrolado e o sistema de saúde já não dá conta. Serve para tentar parar a evolução da pandemia", afirmou. Ainda de acordo com a especialista, os primeiros resultados do lockdown aparecem a partir da terceira semana de aplicação

CONSCIENTIZAÇÃO

Tyago Hoffmann explicou que antes mesmo de pensar em fiscalização de descumprimento do isolamento, o que se debate é a conscientização das pessoas. "Nós vivemos em sociedade e não temos como ter um policial em frente à cada loja, vigiando o que as pessoas estão fazendo. Precisamos, antes de tudo, de ajuda da sociedade. Se alguém não precisa sair de casa, que fique nela para ajudar quem precisa sair. Precisamos manter um nível de isolamento social alto e não estamos conseguindo", disse.

Com relação à fiscalização, o governo tem trabalhado junto às prefeituras e os estabelecimentos não autorizados a funcionar, que desrespeitem as imposições, são fechados com ajuda do Corpo de Bombeiros, da Polícia Militar, das guardas municipais e da fiscalização de posturas dos municípios. "Os cidadãos também podem denunciar, inclusive, no caso da Capital, há o número 156. Para as demais localidades há o 190, do Ciodes, e o 181, que é o disque-denúncia. Em nenhum dos casos é preciso se identificar. Além disso, também são feitas as fiscalizações recorrentes".

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