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Esperidião diz que doou dinheiro para Milena estudar: "era como filha"

Pai de Hilário, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da médica, prestou depoimento neste sábado no Tribunal do Júri no sexto dia de julgamento dos réus pelo crime

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 28/08/2021 às 15h38
Caso Milena Gottardi
Esperidião Carlos Frasson, ex- sogro de Milena Gottardi, acusado de ser um dos mandantes do assassinato da médica . Crédito: Polícia Civil /Arte Geraldo Neto

Acusado de ser um dos mandantes do assassinato de Milena Gottardi, o ex-sogro da médica, Esperidião Frasson, prestou depoimento no Tribunal do Júri neste sábado (28), sexto dia do julgamento dos seis réus pelo crime. O pai de Hilário Frasson afirmou que chegou a doar dinheiro para Milena fazer residência médica em São Paulo e que a tinha como uma filha.

Aos jurados, Esperidião afirmou que quando Milena voltou de São Paulo ela estava com uma dívida alta, e então ele vendeu uma parte de uma terra e doou o dinheiro para o casal. Segundo ele, a doação total foi de R$ 150 mil. Acompanhe o julgamento em tempo real aqui.

"Nós tínhamos um carro e, na época, Milena ia para o serviço a pé ou de táxi quando Hilário não podia levá-la. Eu peguei um empréstimo para ela comprar o carro, depois ela fez um empréstimo de dinheiro e eu paguei com a doação que fiz para ela. Eu passei para eles, em dinheiro, depois que pagou as dívidas, uns R$ 17,5 mil que sobrou. Mas a doação total para Milena foi de R$ 150 mil, depois que vendi minha terra", disse.

Questionado se Milena tinha medo dele, como já relataram algumas testemunhas ao júri, Esperidião negou e afirmou que a relação entre os dois era boa.

Esperidão Frasson

Ex-sogro de Milena Gottardi e acusado de ser um dos mandantes do crime

"Ela tinha toda a liberdade de conversar comigo, nunca teve receio nenhum. Eu perguntava se estava tudo bem, ela dizia que sim, quando ela ia fazer alguma coisa sempre me ouvia. Era como uma filha para mim"

ENTENDA O CASO

A médica Milena Gottardi, 38 anos, foi baleada no dia 14 de setembro de 2017, quando encerrava um plantão no Hospital Universitário Cassiano Antônio de Moraes (Hucam), em Maruípe, Vitória. Ela havia parado no estacionamento para conversar com uma amiga, quando foi atingida na cabeça.

Socorrida em estado gravíssimo, a médica teve a morte cerebral confirmada às 16h50 de 15 de setembro.

As investigações da Polícia Civil descartaram, já nos primeiros dias, o que aparentava ser um assalto seguido de morte da médica (latrocínio). Naquele momento as suspeitas já eram de um homicídio, com participação de familiares.

Ao liberar o corpo de Milena no Departamento Médico Legal (DML) de Vitória, o ex-policial civil Hilário Frasson teve a arma e o celular apreendidos pela polícia. Ele não foi ao velório e enterro, que aconteceram em Fundão, onde Milena nasceu.

Os dois primeiros suspeitos foram presos, no dia 16 de setembro de 2017: Dionathas Alves Vieira, que confessou ter atirado contra a médica para receber R$ 2 mil; e Bruno Rodrigues Broeto, acusado de roubar a moto usada no crime. O veículo foi apreendido em um sítio, onde foram queimadas as roupas do executor. 

Em 21 de setembro de 2017, o sogro de Milena, Esperidião Carlos Frasson, foi preso, suspeito de ser o mandante do crime. Também foi detido o lavrador Valcir da Silva Dias, suspeito de ser o intermediário. Na mesma data, o ex-marido Hilário Frasson foi preso. 

O último a ser detido foi Hermenegildo Palauro Filho, o Judinho, em 25 de setembro de 2017, apontado como intermediário. Ele tinha fugido para o interior de Aimorés, em Minas Gerais.

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