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ES não tem mais cidades classificadas como "risco alto" para Covid-19

A redução do número de óbitos e de casos ativos da doença contribuiu para a melhoria do cenário, mas há preocupação com os reflexos da conduta da população no último feriado

Publicado em 11/09/2020 às 19h22
Atualizado em 11/09/2020 às 22h00
Mapa de risco sem municípios em risco alto
No novo mapa, além de não ter nenhum município em risco alto, aumentou o número dos que estão no nível mais baixo. Crédito: Divulgação/Governo do ES

Depois de quase cinco meses, o Espírito Santo não vai ter, pela primeira vez,  nenhum município em risco alto para a Covid-19. No novo mapa divulgado pelo governador Renato Casagrande, em pronunciamento na noite desta sexta-feira (11), as 78 cidades estão divididas, igualmente, em risco moderado e baixo. 

A classificação passa a valer a partir da próxima segunda-feira (14), e é resultado da redução da média móvel de óbitos, nos últimos 14 dias, e também de casos ativos (pessoas que podem transmitir a doença). Nesse novo cenário, Vila Velha se junta à Serra e à Capital, na Grande Vitória, no menor nível de risco. Na região, apenas Cariacica permanece no patamar moderado. 

No comparativo das duas últimas semanas, o Espírito Santo melhorou todos os indicadores. Além de São Mateus e Ibatiba deixarem o risco alto, a quantidade de cidades em risco baixo passou de 28 para 39. 

Desde que foi instituída a matriz de risco para classificar os municípios conforme os indicadores da Covid-19, o Espírito Santo sempre teve cidades em risco alto. No mapa do dia 20 de abril, ainda na primeira fase, eram seis nesse patamar, e a maioria encontrava-se em risco baixo. Depois, com a evolução da doença, o mapa do Estado ficou praticamente todo vermelho em 13 de julho, indicando a fase mais crítica. 

SÃO MATEUS

Um dos últimos municípios a deixar o risco alto, São Mateus celebra o resultado, mas o secretário municipal da Saúde, Henrique Luís Follador, destaca que as medidas de prevenção e controle da Covid-19 devem permanecer. 

"Nossos indicadores de casos confirmados, óbitos e ocupação de leitos de UTI diminuíram de forma significativa, o que nos proporcionou involuir para o risco moderado. Nossa perspectiva é que, se semana que vem os indicadores se comportarem comparados a essa semana, é bem provável que entremos no risco baixo", avalia.

Henrique Follador ressalta que o trabalho tem sido incansável para reduzir o número de pacientes graves e, consequentemente, as mortes na cidade. "Mas também não podemos descuidar do uso de máscaras, higienização das mãos, distanciamento e isolamento social. Precisamos que a população não relaxe as medidas de segurança. Voltar a patamares mais tranquilos do cenário da doença no município, não significa que ela não está mais presente no território", argumenta. 

PREOCUPAÇÃO

Casagrande, no pronunciamento, também demonstrou preocupação de os indicadores voltarem a um nível maior de risco no Estado, como reflexo da conduta de parte da população no último feriadão (7 e 8 de setembro), lotando bares e praias. 

"Vimos muitas pessoas aglomeradas. Estamos preocupados com a repercussão disso daqui a alguns dias. Tomara que não tenha repercussão. A taxa de contágio está diminuindo em praticamente todas as regiões, e vamos trabalhar para continuar a conquistar resultados", ressalta o governador.

O secretário estadual da Saúde, Nésio Fernandes, já havia manifestado receio também diante das aglomerações registradas nos últimos dias. "A gente pode ter um aumento súbito de casos daqui a duas, três semanas por conta das exposições neste feriadão. Um alerta de que a pandemia não acabou. O que aconteceu nos últimos dias foi desproporcional. As pessoas desconsideraram que existe uma pandemia, que a doença mata e que muitas pessoas ainda não tiveram contato com o vírus. Não podemos flexibilizar os protocolos de uso de máscara, distanciamento, lavar das mãos, o não se abraçar. Os protocolos de fato protegem e precisam ser seguidos", alertou Nésio, no dia seguinte ao feriado. 

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