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Desrespeito às regras no feriado pode elevar casos de Covid no ES, alerta secretário

Secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, disse que a população precisa encontrar um equilíbrio para conviver com a doença e que medidas de segurança como o uso de máscaras e o distanciamento entre as pessoas não podem ser flexibilizadas

Publicado em 09/09/2020 às 11h03
Atualizado em 09/09/2020 às 13h45
Praia da Curva da Jurema, em Vitória, lotada de pessoas, sem respeitar o distanciamento
Praia da Curva da Jurema, em Vitória, lotada de pessoas, sem respeitar o distanciamento. Crédito: TV Gazeta

Praias cheias, aglomeração e muita gente sem máscara. O desrespeito de muitos capixabas aos protocolos de segurança no combate ao novo coronavírus durante o feriado pode ter um preço alto: nas próximas semanas, o Espírito Santo pode voltar a ter um aumento no número de casos de Covid-19. A afirmação é do secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes.

Em entrevista à reportagem de A Gazeta, o secretário afirmou que a população precisa encontrar um equilíbrio para conviver com a doença e reforçou que, embora seja possível flexibilizar o funcionamento dos estabelecimentos, medidas de segurança como o uso de máscaras e o distanciamento entre as pessoas não podem ser flexibilizadas.

"A gente pode ter um aumento súbito de casos daqui a duas, três semanas por conta das exposições neste feriadão. Um alerta de que a pandemia não acabou. O que aconteceu nos últimos dias foi desproporcional. As pessoas desconsideraram que existe uma pandemia, que a doença mata e que muitas pessoas ainda não tiveram contato com o vírus. Não podemos flexibilizar os protocolos de uso de máscara, distanciamento, lavar das mãos, o não se abraçar. Os protocolos de fato protegem e precisam ser seguidos", afirmou.

CONTATOS PRÓXIMOS VÃO VOLTAR A SER TESTADOS

A partir da próxima semana, o Espírito Santo vai voltar a testar os contatos dos pacientes com sintomas do novo coronavírus. A exemplo do que aconteceu no começo da pandemia, toda vez que um paciente apresentar sintomas da doença, serão testados, além dele, os moradores da mesma residência e outros contatos próximos. 

De acordo com Nésio Fernandes, o Estado está na fase de recuperação da doença. Esse momento envolve "medidas de reparação" e é marcado pela retomada das atividades ordinárias e pela recuperação das condições de normalidade do sistema de saúde.  Por conta disso, a testagem será ampliada e mais pessoas devem ser submetidas ao RT-PCR, exame mais conhecido como swab nasal e oral (utiliza uma espécie de cotonete para colher amostras do nariz).

"Nosso critério de testagem sempre foi ampliado. No começo da pandemia, testávamos as pessoas que haviam viajado para o exterior e fomos atualizando os critérios de testagem ao longo de toda a pandemia. Chegamos a um momento que temos 300, 400 positivos por dia e podemos voltar a coletar swab dos contatos do paciente para fortalecer o processo de ruptura da cadeia de transmissão da doença. A partir da semana que vem, os municípios passam a investigar os contatos", afirmou o secretário.

A expectativa é que, a exemplo do que aconteceu no começo da pandemia, o Estado consiga identificar quem foi o agente transmissor da doença para cada um dos pacientes infectados. 

"A gente vai ter uma prevalência mais persistente de casos, porque vamos observar os que hoje não são observados. Existe uma expectativa de identificar os nexos dos casos, quem pegou de quem, quem passou para quem", comentou Nésio Fernandes.

Nésio Fernandes

Secretário de Estado da Saúde

"Não devemos zerar a curva de casos. A Covid se torna uma doença endêmica, faz parte das doenças que vamos diagnosticar daqui para frente. Vamos ter que conviver com a doença até a chegada da vacina, que só deve acontecer depois do primeiro trimestre do ano que vem"

Ainda segundo o secretário, deve haver uma estabilidade do comportamento de casos, e o Espírito Santo não deve atingir a marca de um novo caso por dia para cada 100 mil habitantes.

"Se quiséssemos chegar à marca de um caso por dia para cada 100 mil habitantes, era só testar como testamos hoje. No momento testamos apenas os sintomáticos, se continuasse assim teríamos um número bem menor de casos confirmados por dia. Mas queremos observar mais casos, testar quem está em volta dos pacientes", reforçou. 

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