ES ainda não identificou transmissão comunitária de variante brasileira

Secretário de Saúde explicou que casos de infecção pela P1 não foram registrados, mas que transmissão já pode ter ocorrido devido à circulação de pessoas de outros estados pelo Espírito Santo

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 22/02/2021 às 12h07
Atualizado em 22/02/2021 às 12h07
Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, recebe trinta e seis pacientes com Covid-19 vindos de Manaus
Hospital Jayme Santos Neves, na Serra, recebeu pacientes com Covid-19 vindos de Manaus. Crédito: Fernando Madeira

Uma das grandes preocupações em relação ao avanço do novo coronavírus sobre o Espírito Santo é a possibilidade de infecção por novas variantes do vírus. Uma das mais alarmantes é a cepa P1, conhecida como variante brasileira, identificada primeiro em Manaus, no Amazonas, que vive uma crise assistencial e o colapso do sistema de saúde. 

Até o momento, porém, o Estado não registrou transmissão comunitária da nova cepa entre capixabas. É o que garantiu o secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, durante coletiva de imprensa por videoconferência nesta segunda-feira (22). Segundo o secretário, todos os casos de infecção pela variante P1 identificados no Espírito Santo são de pacientes de Manaus transferidos para se tratarem no Hospital Jayme Santo Neves, na Serra. Nésio reforçou que os casos foram isolados e tratados e que todos que tiveram contato com os doentes foram testados e não contraíram a mutação do vírus. 

"Todos os casos sequenciados pela variante P1 são de pacientes isolados de Manaus que foram submetidos a um bloqueio de vigilância rígido. Não há confirmação de transmissão comunitária dessa variante no Espírito Santo", disse.

Nésio Fernandes e Luiz Carlos Reblin em coletiva da Sesa sobre a pandemia da Covid-19
Nésio Fernandes e Luiz Carlos Reblin em coletiva da Sesa sobre a pandemia da Covid-19. Crédito: Divulgação | Secretaria Estadual de Saúde

Nésio ressaltou, porém, que pode ser que essa variante do coronavírus esteja em circulação comunitária no Estado, mesmo que os casos ainda não tenham sido identificados, já que há circulação de pessoas de outros estados que visitam o Espírito Santo. Ele reiterou, entretanto, que a transmissão da nova cepa não tem relação com os pacientes trazidos de Manaus.

"Alerto que é possível que essa variante já tenha transmissão comunitária no nosso Estado, não ocasionada pelos paciente que vieram do Amazonas, porque foi feito o bloqueio. A variante não entrou em transmissão comunitária por termos acolhidos os pacientes de Amazonas. (Receber os pacientes) foi uma medida acertada do ponto de vista sanitário, humano e até espiritual. Estamos garantindo o direito de acesso e salvando vidas. Essa é a missão do SUS", defendeu.

Para que a circulação de novas variantes seja mais facilmente identificada e, consequentemente, combatida, Nésio anunciou que o governo do Estado terá equipamentos que permitirão o sequenciamento genético do coronavírus no Espírito Santo. Essa é uma forma mais rápida e eficiente de identificar a estrutura viral e a presença (ou não) de diferentes cepas.

"O ES autorizou a aquisição de equipamentos para realizar o sequenciamento genético no Estado. Devemos, em um prazo de até 120 dias, ter a instalação desses equipamentos", resumiu Nésio.

CASOS DO INTERIOR DO ESTADO EM INVESTIGAÇÃO

No começo deste mês de fevereiro, o secretário de Saúde Nésio Fernandes divulgou, em entrevista para a Rádio CBN Vitória, que casos de possível infecção pela cepa de Manaus estavam em investigação no interior do Espírito Santo. Na ocasião, o secretário citou que as amostras de sangue foram enviadas para a Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) para análise. Ele reiterou que esses possíveis casos não possuem relação com a vinda de pacientes de Manaus.

"Eles tiveram contato com pessoas oriundas do Amazonas que tiveram sintomas enquanto estiveram no Espírito Santo, depois também passaram a desenvolver sintomas e foram devidamente investigados. Ainda não sabemos se é a cepa de Manaus, isso precisa ser analisado pela Fiocruz", disse, à época.

A reportagem de A Gazeta demandou a Secretaria do Estado de Saúde (Sesa) para saber se há algum resultado das amostras coletadas no interior do Estado, mas não obteve resposta. Assim que houver um posicionamento, este texto será atualizado.

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