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Publicado em 12 de janeiro de 2026 às 10:16
O erro no processamento de matrículas e rematrículas da rede estadual na chamada escolar 2026 afetou cerca de 2 mil estudantes. A estimativa foi feita pela Secretaria de Estado da Educação (Sedu) e informada nesta segunda-feira (12). Como A Gazeta revelou na semana passada, o sistema responsável pelo gerenciamento das vagas chegou a remanejar alunos da Grande Vitória para escolas localizadas na Região Serrana.>
A Sedu destacou que, dos 190 mil estudantes atendidos pela rede estadual, 2 mil foram afetados pelo problema. O número corresponde a 1% do total, mas foi o suficiente para deixar pais aflitos, com medo de terem que matricular os filhos em escolas muito longe de casa, o que provocou uma enxurrada de críticas à secretaria nas redes sociais.>
A secretaria explicou que as equipes da Sedu Central e das Superintendências Regionais de Educação (SRE) estão acompanhando cada situação e realizando os ajustes necessários de forma individualizada, a partir do contato das famílias. A orientação é que pais ou responsáveis procurem a SRE do município do estudante, presencialmente, por telefone ou por e-mail, para orientações e encaminhamentos.>
OPINIÃO DA GAZETA | Chamada escolar 2026: erro em matrícula no ES deve servir de lição>
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No dia seguinte à divulgação do resultado da chamada escolar, o secretário de Estado da Educação, Vitor de Angelo, reconheceu que houve erro no sistema e garantiu que o problema seria solucionado e que os estudantes não precisariam estudar em escolas fora de seus municípios.>
"Pais às vezes ficam insatisfeitos porque não conseguiram vaga na escola que queriam. Isso pode acontecer e é simples a gente entender. Nem toda escola consegue comportar toda a demanda de pessoas que se interessam por estudar ali. A gente não tem como garantir que as pessoas estudem exatamente nas escolas que querem, mas todo mundo tem uma vaga para estudar na rede estadual. Dizer isso não significa que a pessoa precisa estudar tão longe, como nesses casos errados e equivocados", declarou.>
Mesmo com a explicação dada pelo secretário, muitos pais continuaram questionando o que teria gerado tantas distorções nas vagas e situações inusitadas, como a de estudantes de Cariacica sendo colocados em escolas de Santa Teresa; ou de Jacaraípe, na Serra, em escolhas da Ilha das Caieiras, em Vitória. >
A chamada escolar é realizada por meio do Sistema de Gestão Escolar (Seges), de forma digital, desde 2016. Ocorre que, pela primeira vez, a Sedu decidiu adotar um processamento automatizado para apoiar a organização das vagas de estudantes que não obtiveram classificação na 1ª, 2ª ou 3ª opção de escolha, procedimento que, em anos anteriores, era conduzido manualmente pelas equipes da secretaria.>
São casos de candidatos que não haviam sido classificados nas opções indicadas e que, tradicionalmente, integrariam listas de suplência extensas. Para esses estudantes, o sistema buscou indicar vagas disponíveis na rede. No entanto, o processamento não considerou adequadamente os limites territoriais, ampliando o raio de alocação para além do município de residência.>
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