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Covid: Como o ES voltou a ter só duas cidades em risco moderado

Covid: Como o ES voltou a ter só duas cidades em risco moderado

Com 76 dos 78 municípios capixabas classificados desta forma, o Estado alcançou o maior número de cidades em risco baixo desde novembro de 2020

Publicado em 21 de agosto de 2021 às 10:31

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Coronavírus
Mais de 94% das cidades no Espírito Santo foram classificadas no risco baixo de contágio para o coronavírus. (Pixabay)

O mapa que define o grau de risco de contágio da Covid-19 nos municípios do Espírito Santo saiu nesta sexta-feira (20) e a notícia é boa: na 69ª publicação, o Estado tem 76 municípios em risco baixo, dois em risco moderado - Rio Bananal e Alto Rio Novo -  e nenhum em risco alto e extremo. Após checagem de todos os mapas anteriores, a reportagem de A Gazeta constatou que este é o melhor cenário divulgado desde 16 de novembro de 2020.

O indicador do novo mapa mostra que, na próxima semana, 97,4% das cidades do Estado estarão no risco baixo, ou seja, com menos restrições nas atividades econômicas e sociais. O mapa é válido de segunda-feira (23) a domingo (29).

Governo do ES divulga o 69º Mapa de Risco da Covid-19
Governo do ES divulga o 69º Mapa de Risco da Covid-19. (Divulgação/Governo do ES)

A divulgação dos mapas de risco, feita pelo governo do Estado, acontece desde abril de 2020. A Matriz de Risco de Convivência considera no eixo de ameaça: o coeficiente de casos ativos por município dos últimos 28 dias, além da quantidade de testes realizados por grupo de mil habitantes e a média móvel de óbitos dos últimos 14 dias. Já o eixo de vulnerabilidade considera a taxa de ocupação de leitos potenciais de UTI exclusivos para tratamento da Covid-19.

Para especialistas, o cenário atual é resultado da ampliação da vacinação dos capixabas, que teve início em janeiro, com a imunização de profissionais da saúde e outros grupos prioritários, como os idosos, e passou a ser disponibilizada, a partir desta semana, à faixa etária a partir de 18 anos.

“Aquelas restrições adotadas em momentos mais críticos foram importantes, mas o impacto disso foi lá atrás. O que efetivamente contribuiu para essa queda do número de casos e óbitos nos últimos meses foi a vacinação chegando a mais pessoas”, observou a infectologista Rúbia Miossi.

Ela alertou, entretanto, que o nível de controle atual não deve se manter por muito tempo, sendo esperado um aumento do número de pessoas contaminadas nas próximas semanas, conforme as variantes da Covid se espalham.

O alerta é reforçado também pela pós-doutora em Epidemiologia e professora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) Ethel Maciel, que observa que boa parte da população ainda não está vacinada com as duas doses do imunizante contra a Covid-19, que garantem maior proteção.

“Tivemos a vacinação dos grupos vulneráveis a partir de janeiro e começamos a ver o reflexo da diminuição de internação, de casos, de óbitos, e até aí estava caminhando tudo bem. Alguns países (em que a situação era semelhante) já tinham inclusive abolido o uso de máscara, já tinham voltado à vida normal e agora estão tendo que retroceder nas medidas diante do avanço da variante Delta. E aqui está acontecendo a mesma coisa.”

A especialista destacou que o Rio de Janeiro, Estado vizinho ao Espírito Santo, é o epicentro da variante no país, e lá as autoridades já falam em rever as flexibilizações. Neste contexto, Ethel reforça que é hora de redobrar os cuidados.

Alerta semelhante foi feito pelo governador Renato Casagrande em pronunciamento nesta sexta-feira (20). Ele analisou que a situação da pandemia, hoje, está em um patamar estável no Espírito Santo, mas revela que, nos últimos dias, houve um pequeno crescimento da ocupação dos leitos de UTI e da taxa de pessoas contaminadas com Covid nas UPAS e nos PAs.

“Nós estabilizando nesse patamar neste momento, mas preocupados com alguns sinais e algumas informações do Brasil e do mundo.”

O governador afirmou que, embora a taxa de ocupação de leitos no Rio de Janeiro já volte a alcançar a margem dos 70% e os números de pessoas contaminadas pelo vírus tenham disparado, o índice de óbitos naquele Estado está controlado. Por outro lado, mesmo em países como Estados Unidos e Israel, onde o percentual da população vacinada com as duas doses do imunizante já está elevado, a média de óbitos voltou a avançar nos últimos meses.

“A variante Delta está provocando maior número de pessoas contaminadas e agora está aumentando o número de pessoas que estão perdendo a vida. Nós precisamos compreender que a cada momento surge uma novidade com relação à pandemia e que nós não podemos abandonar os cuidados em relação ao uso de máscara, não aglomeração e higiene.”

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