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Vacinas Pfizer e Astrazeneca são eficazes contra a Delta, mas proteção cai após 3 meses

Levantamento ainda precisa passar por revisão de pares (outros cientistas), mas sugere redução da imunidade mesmo após segunda dose de vacina contra a Covid-19

Publicado em 19/08/2021 às 19h01
O novo coronavírus causa da Covid-19
A variante Delta do coronavírus é mais transmissível. Crédito: Freepik

Um estudo preliminar da Universidade de Oxford, na Inglaterra, indica a possibilidade de queda na proteção contra a variante Delta do Sars-Cov-2 (coronavírus) três meses após o uso das vacinas da Pfizer e da Astrazeneca. A conclusão do levantamento ainda não foi publicada em revista científica e também precisa ser revisado por pares (outros estudiosos), mas sugere a redução da imunidade contra a cepa mais transmissível da Covid-19, mesmo após a segunda dose.

O trabalho dos pesquisadores, segundo reportagem da Revista Galileu, se baseia em quase 3 milhões de coletas de secreção de nariz e garganta realizadas na Grã-Bretanha, em um total de 380 mil adultos, entre 1º de dezembro de 2020 a 16 de maio de 2021. A proposta era contrapor os períodos antes e depois que a Delta se tornou prevalente no país.

O estudo ainda levou em conta 810 mil resultados de testes de Covid-19, realizados em 360 mil participantes entre 17 de maio a 1º de agosto de 2021.

EFICÁCIA

Os resultados apontam para a eficácia de ambos os imunizantes contra a variante descoberta originalmente na Índia, após a aplicação das duas doses, segundo o Estadão. O estudo se limitou à análise de pessoas maiores de 18 anos. No caso da vacina produzida pela Pfizer, foi encontrada eficácia de 94% contra a Delta 14 dias após a aplicação da segunda dose. Esse índice caiu ao longo do tempo, chegando a 90%, 85% e 78%, quando passados 30, 60 e 90 dias.

A mesma tendência foi encontrada para a vacina da AstraZeneca, que 14 dias após a aplicação da segunda dose apresentou uma eficácia de 69% contra a Delta. Com uma queda menos abrupta, este índice chegou a 61% passados 90 dias depois da segunda aplicação.

Outra descoberta do estudo foi a de que a carga viral entre pacientes infectados pela Delta, mesmo após receberem as duas doses da vacina, era muito maior do que aquela encontrada entre os casos de infecção pela Alfa, por exemplo. Ainda não é claro o que isso significa exatamente, mas uma das implicações é a confirmação de que a Delta é altamente mais transmissível do que outras formas do vírus.

A diminuição da eficácia mostrou-se mais frequente entre pessoas com 35 anos ou mais. Após quatro ou cinco meses da segunda dose, o estudo revelou que o nível de proteção das duas vacinas foi semelhante.

Na pesquisa, os cientistas indicam sua preocupação com a variante Delta, identificada pela primeira vez na Índia e presente em mais de 130 países, inclusive no Brasil. Apesar de o estudo sugerir redução na proteção após decorridos três meses da imunização, Sarah Walker, professora de estatística médica da Universidade de Oxford, afirma que , os dois imunizantes “ainda estão se saindo bem” contra a variante. 

Com informações da Revista Galileu e do Estadão

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