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Covid-19: ES bate meta de vacinação em mutirão, mas segue com desafios

Foram 64.766 doses aplicadas em um mutirão que planejava vacinar 50 mil pessoas – com foco em crianças e idosos. Apesar do resultado, somente  46% do público de 5 a 11 anos tomou 1ª dose

Publicado em 05 de Abril de 2022 às 16:17

Alberto Borém

Publicado em 

05 abr 2022 às 16:17
Com a meta de vacinar 50 mil pessoas contra a Covid-19 — principalmente crianças e idosos — o mutirão realizado em dois dias no Espírito Santo superou a expectativa e contou com a aplicação de mais de 64 mil doses na sexta-feira (1º) e no sábado (2). A ação foi organizada pela Secretaria da Saúde (Sesa), com a participação dos municípios. O resultado positivo colabora no combate ao coronavírus, mas o Estado segue com menos da metade do público de 5 a 11 anos vacinado contra a doença.
A Sesa destacou que foram 64.766 doses aplicadas nos dois dias de mutirão, uma média superior a 32 mil por dia. Segundo a secretaria, a  ação — com horários e locais específicos nas cidades capixabas — promoveu um aumento na procura pela vacina.
Vacina Coronavac
64 mil vacinas foram aplicadas no ES durante mutirão Crédito: Carlos Alberto Silva
Por outro lado, os objetivos principais do mutirão ainda seguem como desafio no Espírito Santo. Isso porque o número de crianças vacinadas com a primeira dose não chegou a 50% do público infantil. Além disso, a quantidade de idosos com a dose de reforço em atraso segue acima dos 100 mil.

MUDANÇA NOS NÚMEROS DE VACINADOS APÓS O MUTIRÃO

O mutirão teve como objetivo aumentar o número de vacinados em um curto período de tempo. Como foi no último fim de semana, a média de aplicações diárias chegou a 32 mil. As comparações são feitas com números da última terça-feira (29), quando A Gazeta publicou sobre a ação, e esta segunda-feira (4), data de publicação do resultado.
Entre as crianças do ES, até esta segunda-feira (4):
  • 182 mil receberam a primeira dose, o equivalente a 46% das crianças. O percentual estava em 44% no último dia 29
  • 63 mil receberam as duas doses, o que corresponde a 16% das crianças. O percentual estava em 13% no último dia 29
Entre os idosos do ES, até esta segunda-feira (4):
  • 108.482 idosos se encontram com esquema em atraso para receber a primeira dose de reforço. Eram 110.229 idosos com pendência no último dia 29
Em entrevista à reportagem de A Gazeta, o subsecretário de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin, afirmou que há uma onda positiva de vacinação, mas reforçou que a situação no Espírito Santo ainda precisa melhorar.
"Tivemos uma melhora, ainda não é o que gostaríamos. Estamos com 46% das crianças de 5 a 11 anos com a primeira dose, perto da metade de toda essa faixa etária a ser vacinada. Tem uma onda muito positiva em relação a vacinação e é perceptível"
Luiz Carlos Reblin - Subsecretário de Vigilância em Saúde do Estado
Segundo Reblin, as pendências costumam ocorrer nas chamadas "doses subsequentes" — aquelas recomendadas após a primeira dose, como a de reforço.
“Vamos discutir novas estratégias com os municípios. O problema está nas doses subsequentes. Talvez falte um esclarecimento a essas pessoas de que as outras doses também são importantes. Então cabe a essas equipes conscientizar, porque não basta só as campanhas em redes sociais e nas mídias, talvez isso não seja suficiente. O número de pessoas que realmente não querem ser vacinadas é muito pequeno. Nessa busca ativa é que nós vamos apostar daqui para frente, junto aos municípios”, disse.

QUARTA DOSE PARA TODOS NO ES?

Perguntado sobre a possibilidade de o Estado expandir a disponibilidade da quarta dose a toda a população, o subsecretário informou que a "situação será desencadeada em breve". Reblin explicou que é uma tendência que haja vacinação contra a Covid-19 com frequência, não apenas no Espírito Santo, mas em todo o Brasil.
"No futuro, deve ter pelo menos uma dose a cada ano para a população em geral e mais de uma em idosos e na população imunossuprimida. Vamos aguardar um pouco mais em relação à população em geral”, explicou.
Covid-19 - ES bate meta de vacinação em mutirão, mas segue com desafios
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