Repórter / [email protected]
Jornalista / [email protected]
Publicado em 1 de março de 2026 às 18:11
Capixabas que estão em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, relataram nas redes sociais os momentos de tensão após a escalada do conflito no Oriente Médio neste fim de semana. Os Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra o Irã no sábado (28), e o governo iraniano respondeu com bombardeios direcionados a países da região. >
Explosões foram ouvidas em Doha, no Catar, e também em Dubai, segundo informações divulgadas internacionalmente. Entre os capixabas que presenciam o conflito estão a jornalista Naiara Arpini, o presidente do movimento Legendários no Espírito Santo, Róscio Scofield, e o empresário Gustavo Sacconi.>
Moradora de Dubai e ex-apresentadora do Em Movimento, da TV Gazeta, Naiara contou que a tensão começou por volta de 13h de sábado. “A gente passou ontem o dia todo monitorando, acompanhando as notícias, ficando em casa”, relatou. Segundo ela, apesar da aparente tranquilidade no bairro onde mora, vídeos e relatos de outros pontos da cidade mostravam mísseis sendo interceptados no céu. >
O momento mais tenso ocorreu por volta de 0h30, quando um alerta oficial foi disparado nos celulares orientando a população a procurar abrigo diante de “iminente ameaça de mísseis”. “Depois disso, eu não dormi nada”, disse. >
>
Apesar do susto, a jornalista afirmou que tenta manter a calma e confiar na estrutura do país. “A gente confia muito no sistema de segurança e de defesa aqui dos Emirados Árabes. Então, a gente está tentando manter a tranquilidade, não se desesperar, não causar alarde”, declarou.>
Róscio Scofield, que está hospedado com a família na região de Palm Jumeirah, também relatou ter presenciado a atuação das baterias antiaéreas. “É muito sério divulgar coisas que não são verdade. Mas é real, a bateria antiaérea é real. Posso afirmar isso”, afirmou. >
Ele contou que hóspedes desceram para áreas comuns do hotel após os alertas e descreveu o clima de apreensão. “Muita gente chorando, as mães com filhos no colo.” Apesar disso, ressaltou que o governo local informou ter interceptado ataques e reforçou a confiança na proteção divina. “A gente confia no Senhor”, declarou.>
Segundo os relatos, os sistemas de defesa dos Emirados Árabes interceptaram mísseis e drones, reduzindo os impactos. Ainda assim, destroços teriam caído em algumas áreas, provocando pequenos focos de incêndio. As autoridades locais divulgaram que três ataques foram neutralizados. Neste domingo (1º), após a confirmação da morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, novos bombardeios foram registrados na região, mantendo o clima de alerta.>
Gustavo Sacconi, empresário de Nova Venécia, no Noroeste do Espírito Santo, contou como está sendo a situação dele e da esposa, Diane Ferrari, presos em Dubai devido aos ataques que estão acontecendo na cidade. O casal viajava a trabalho para a China, mas fez um stopover em Dubai e acabou ficando sem conseguir sair. Gustavo explicou que chegaram na terça-feira à noite e que, apesar de a cidade ser incrível, logo perceberam a tensão, com porta-aviões e presença militar perto, além de ataques a lugares estratégicos, como Abu Dhabi e aeroportos. >
Eles tinham alugado um carro para passeios e turismo, mas logo apareceram restrições e notícias sobre ataques, e eles voltaram para o hotel e se mantiveram em alerta. Gustavo contou que passaram por pontos turísticos famosos, como a Palmeira Jumeirah, o Burj Al Arab e o Burj Khalifa, quando ouviram explosões próximas, incluindo ataques de drones a hotéis de luxo e à base americana em Abu Dhabi. A partir daí, eles começaram a entender melhor a gravidade da situação.>
O saguão do hotel estava cheio de gente, umas mil pessoas, todas preocupadas e buscando refúgio. O casal passou a noite acordado, sem dormir direito, acompanhando notícias e tentando entender o que estava acontecendo. "Estamos com medo de ficar sem comunicação, sem internet. Algo essencial para nossos familiares ficarem cientes de que estamos bem", relatou.>
Eles receberam alertas do governo de Dubai pelo celular, com som de sirene, sobre a situação. Os voos que tinham marcado foram cancelados, e até agora não há previsão de retorno. A companhia aérea e a agência que venderam a passagem estão dando suporte, mas Gustavo contou que o medo continua. "As explosões não param, toda hora é uma explosão, toda hora é um corre-corre. Muitas pessoas minimizam, parece que nada aconteceu, outras se desesperam. É assustador, a gente está tentando contactar a embaixada e a empresa aérea para saber se há um jeito de tirar a gente por terra, mas pelo que vi no mapa, um lado é a Arábia Saudita, o outro é o Qatar [...] a gente não sabe o que faz", finalizou. >
Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem.
Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta