Publicado em 1 de março de 2026 às 08:48
SÃO PAULO - O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, reapareceu, segundo a mídia estatal do país. Ele foi um dos alvos do ataque dos EUA e Israel que matou o líder supremo Ali Khamenei e boa parte da cúpula militar da teocracia no sábado (28). A ação foi, segundo ele, "uma declaração de guerra contra os muçulmanos", e a vingança, "um direito legítimo e um dever".>
O presidente Masoud Pezeshkian, o chefe do Judiciário, Gholamhossein Mohseni-Ejei, e um dos juristas do Conselho dos Guardiões vão assumir, de forma temporária, a liderança do Irã durante o período de transição, afirmaram as mídias estatais do Irã na manhã deste domingo (1°).>
Em um post no X, a Fars informou que o trio deve permanecer no comando apenas até a definição do sucessor após "o martírio do Líder Revolucionário". A mídia afirmou ainda que a informação foi atribuída a Mohammad Mokhber, descrito como um dos conselheiros de Khamenei.>
Neste domingo (1º), o governo tenta dar ares de continuidade e organização. O colegiado de 12 membros Conselho dos Guardiões indicou seu representante na junta que irá governar até que a Assembleia dos Peritos, com 88 membros, escolha um novo líder. >
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O aiatolá Alireza Arafi comporá o conselho com Pezeshkian e com o chefe do Judiciário, Gholam-Hossein Mohseni-Ejei. A poderosa Guarda Revolucionária, cujo comandante foi morto no sábado, tem um novo chefe, Ahmed Vahidi, que tem um mandado de prisão emitido pela Interpol por suspeita de organizar o maior atentado da história da América do Sul, a explosão de uma entidade judaica em Buenos Aires que matou 85 pessoas em 1994. >
Segundo a mídia estatal do Irã, a cúpula militar do país foi morta durante uma reunião presencial para avaliar o ataque dos EUA e de Israel contra o país, em Teerã. Morreram no bombardeio o chefe da Guarda Revolucionária, Mohammad Pakpour, o poderoso conselheiro de Defesa Ali Shamkhani, o ministrro Aziz Nasirzadeh e o chefe do Estado-Maior, Abdolrahim Mousavi, além de outros oficiais>
Com isso e a morte do líder supremo, Ali Khamenei, o caráter de tentativa de decapitação do regime da ação fica cristalizado, restando saber se as sinalizações de resistência ao longo desta manhã terão fôlego ante a continuidade do conflito. >
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