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Automedicação tem piorado quadro de pacientes com Covid-19 no ES

Segundo secretário de Estado da Saúde, automedicação tem levado pacientes a ficarem em casa esperando por melhora que não vem; demanda por atendimento domiciliar de pacientes em casos graves tem crescido e Samu já enfrenta sobrecarga

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 19/03/2021 às 12h54
Atualizado em 19/03/2021 às 12h54
Linhares foi um dos munípios
Automedicação causou "explosão" de atendimentos domiciliares a pacientes graves. Crédito: Secom/Felipe Tozatto

Profissionais exaustos, rápida ocupação de leitos, medicamentos e outros insumos à beira da escassez. Para evitar que a situação se agrave e o sistema de saúde assistencial chegue ao colapso no Espírito Santo, como já ocorre em outros locais, o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, fez um apelo nesta sexta-feira (19) para que a população colabore com a quarentena estabelecida pelo governo estadual e fique atenta aos indícios da Covid-19.

Em pronunciamento sobre a situação do novo coronavírus em território capixaba, o secretário esclareceu que os hospitais estão sobrecarregados não apenas por pacientes graves, mas também por pacientes com sintomas leves, que vão parar nas instituições em vez de buscarem uma unidade básica de saúde, que é o indicado.

Além disso, Fernandes explicou que até a prestação de serviços pelo Samu tem sido dificultada, em função do aumento da demanda por atendimento domiciliar. Muitos enfermos têm deixado de buscar avaliação médica quando surgem os primeiros sintomas da doença e optam pela automedicação, na esperança de uma melhora que não vem.

Nésio Fernandes 

Secretário de Saúde

"A automedicação tem levado pacientes a ficarem em casa e tendo a falsa esperança de tratamento e cura. O Samu tem tido um aumento no atendimento domiciliar de pacientes em casos graves. Não acredite em tratamentos que não funcionam. Procure a avaliação médica"

O secretário reforça que, diante desse tipo de situação, o Samu já apresenta dificuldade de atender em tempo adequado as muitas demandas simultâneas, o que tem levado a um aumento de tempo da espera da remoção de um paciente de um Pronto Atendimento (PA)  ou um hospital menor para um leito de UTI.

Ele explica que a frota do Samu passou por ampliação, mas reintera que a velocidade de crescimento da pandemia precisa ser interrrompida.

SINTOMAS LEVES

O secretário orientou ainda que, diante de sintomas leves, os pacientes devem procurar uma unidade de atenção básica o quanto antes. Diante de sintomas intensos, devem buscar um pronto-socorro. Se o quadro for grave, é necessário ligar para o 192 e chamar o Samu. Onde não tem Samu devem ser procuradas as unidades de urgência e emergência.

“A procura inadequada de pacientes com quadros leves pelos hospitais poderá colapsar pela desorganização gerada no serviço, por uma pressão que não é do hospital. Casos leves devem ser atendidos pela atenção básica. Mas não fique em casa se tiver sintomas. Não procure a farmácia para fazer teste e para a automedicação."

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