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Redes privada e filantrópica pedem ajuda ao Estado para adquirir medicamentos

Em entrevista à TV Gazeta na noite desta quinta-feira (18), o secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, afirmou que a rede pública estadual se preparou e está em condições de ajudar as demais redes

Publicado em 18/03/2021 às 20h54
Coletiva de imprensa com o Governador Renato Casagrande e os secretários, Nésio Fernandes, da Saúde e Rogelio Amorim, da Fazenda
Nésio Fernandes, Secretário de Estado da Saúde, comenta dificuldade em aquisição de insumos pela rede filantrópica e privada de hospitais. Crédito: Fernando Madeira | Arquivo

Hospitais da rede privada e filantrópica têm enfrentado dificuldades para adquirir medicamentos para o tratamento de pacientes com a Covid-19. Por não encontrarem estes insumos disponíveis no mercado, já são feitas solicitações ao Governo do Estado para que sejam realizados empréstimos das medicações. Em entrevista à TV Gazeta na noite desta quinta-feira (18), o secretário de Estado da Saúde do Espírito Santo, Nésio Fernandes, afirmou que a rede pública estadual se preparou com antecedência e está em condições de ajudar as demais redes.

De acordo com o secretário, na rede pública o suprimento de insumos, medicamentos e Equipamentos de Proteção individual (EPIs) foi planejado. "Já em fevereiro solicitamos a ordem de fornecimento dos itens necessários para a intubação para todos os fornecedores que tinham contratos com a Sesa, de modo que na rede pública estatal não temos dificuldades com os itens necessários para a intubação", explicou.

Sobre a demanda por insumos, a situação é crítica em vários estados da federação. O estoque de analgésicos, sedativos e bloqueadores musculares usados para a intubação de pacientes em UTIs pode durar apenas mais 20 dias no Brasil, o que criaria um drama adicional para os hospitais: como socorrer os doentes se acabarem os medicamentos?

Conforme divulgado pela agência de notícias Folhapress, caso isso ocorra, um novo gargalo será colocado na luta contra a Covid-19: mesmo com a abertura de leitos de UTIs, o treinamento de profissionais de saúde e o suprimento de oxigênio, os médicos não vão poder tratar dos pacientes pois será impossível intubá-los. A situação se agravou e associações que representam intensivistas, hospitais e operadoras de saúde deverão se reunir com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)para discutir soluções urgentes para o problema.

QUARENTENA NO ES

Sobre o momento de quarentena de 14 dias decretada pelo governador do Estado, Renato Casagrande, Nésio chamou a atenção para que haja o cumprimento por parte da população.

"Caso essa estratégia não tenha adesão plena da população e ela falhe, é muito possível que a gente repita no Espírito Santo as cenas vividas em outros países e em outros Estados do Brasil. Queremos que isso não aconteça, estamos resistindo para proteger o povo capixaba e, para isso, é preciso que as pessoas façam adesão plena ao isolamento que foi proposto, de maneira que a gente consiga interromper a transmissão da doença neste período", destacou o secretário.

EXPANSÃO DOS LEITOS

Ao falar sobre a ausência de colapso do sistema de saúde capixaba, Nésio Fernandes frisou que a estratégia de expansão de leitos adotada pelo Estado foi fundamental para o controle alcançado.

“Estamos garantindo a ocupação inferior a um percentual de colapso graças à estratégia de expansão de leitos que o Estado adotou e planejou desde o mês de dezembro. No entanto, está sendo estabelecido um comportamento diferenciado da doença nas últimas semanas, com uma aceleração muito grande da curva de casos e internações hospitalares, de uma maneira que fomos obrigados a disparar o gatilho de 90% de ocupação hospitalar, em que medidas mais extremas foram adotadas para que as pessoas se isolassem em suas casas e que somente atividades essenciais estivessem funcionando durante 14 dias", disse.

Hoje são 1.315 leitos de Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) disponíveis no sistema único do Estado para atender a todas as doenças, incluindo a Covid-19 e outras condições. "Antes da pandemia nós tínhamos 660 leitos de UTI disponíveis na saúde pública estadual. Estabelecemos uma estratégia muito robusta de ampliação de leitos. No entanto, considerando os 1.315 leitos disponíveis para a saúde pública, hoje alcançamos 91,65% de ocupação, um nível muito crítico, que exige que todos os dias tenhamos que contar com as altas hospitalares, com os óbitos, para estabelecermos um giro dos leitos e garantir o acesso dos pacientes. Estamos resistindo e queremos fazer um apelo para aderir ao isolamento social", pediu.

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