"Acreditamos que todos os estados receberão a Coronavac", diz secretário

Na expectativa do secretário estadual de Saúde, Nésio Fernandes, as doses do imunizante produzido pelo Butantan deve chegar nos próximos dias

Vitória
Publicado em 15/01/2021 às 14h44
Atualizado em 15/01/2021 às 14h44
O secretário de Estado da Saúde, Nésio Ferna
O secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, e o subsecretário Luiz Carlos Reblin durante entrevista coletiva. Crédito: Sesa | Divulgação

A vacina contra o coronavírus produzida pelo Instituto Butantan, de São Paulo, em parceria com o laboratório chinês Sinovac, deve ser distribuída para todos os estados brasileiros nos próximos dias. Essa é a expectativa do secretário de Estado da Saúde, Nésio Fernandes, que concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira (15).

"Temos a expectativa de que ambas (Coronavac e vacina da Oxford) serão aprovadas. Acreditamos que ao longo dos próximos dias, todos os Estados vão receber, pelo menos, as 6 milhões de doses já disponíveis da Coronavac. Aguardamos a devida importação de 2 milhões de doses (da vacinas AstraZeneca/Oxford) que estão vindo da Índia para poder incorporar a esses 6 milhões", disse Nésio.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deve decidir sobre o uso emergencial dos imunizantes no próximo domingo (17). Caso a vacinação seja iniciada no Brasil na próxima quarta-feira (20), conforme anunciado pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, o governo do Estado garante que está preparado para aderir à campanha nacional. O Estado conta 497 salas de vacinação, mas a secretaria estadual garante que o número pode chegar a 600 locais.

497 SALAS

DE VACINAÇÃO DISPONÍVEIS NO ES

“Já temos estoque de mais de 1,7 milhão de seringas. Nos municípios, são aproximadamente 780 mil. O Estado tem condições plenas de iniciar a vacinação neste mês, ao longo de fevereiro. Amanhã (sábado), vamos receber a primeira remessa de 1,5 milhão de seringas exclusivas para a vacinação de Covid. Até o final do mês, vamos receber até 4,5 milhões”, informou.

Nésio alerta que a aplicação do imunizante não pode gerar “falsa sensação de segurança, de que a pandemia acabou. Quando a primeira dose for aplicada, ainda serão necessárias diversas semanas para que a imunidade seja desenvolvida nesses indivíduos”, alerta.

Ele acredita que o processo iniciado em janeiro deverá provocar uma repercussão de ampla imunidade coletiva no país ao longo de pelo menos seis meses. “O início da vacinação agora no mês de janeiro não deverá afetar o comportamento da segunda expansão de casos neste mês e em fevereiro. A segunda expansão da doença será enfrentada com as mesmas condições que enfrentamento a primeira expansão, com ausência de tratamento específico e sem vacina disponibilizada em massa para a população”, observou.

Por isso, o secretário pediu que os capixabas mantenham as medidas de prevenção, como uso de máscara, mesmo após o início da vacinação. O alerta também foi reforçado pelo subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde, Luiz Carlos Reblin. 

Luiz Carlos Reblin

Subsecretário de Estado de Vigilância em Saúde

"A vacina não pode ser um problema. A vacina é a solução. Não será um mês de vacina, será um ano de vacina. Não há uma produção no mundo capaz de atender a população de imediato "

Nésio e Reblin comentaram ainda a crise no sistema de Saúde de Manaus, que sofre com a falta de oxigênio para os pacientes internados. Na quinta-feira (14), o governador Renato Casagrande, anunciou que o Estado disponibilizou 30 vagas de UTI exclusivas para o tratamento da Covid-19 para pacientes do Amazonas. Segundo o secretário, o momento pede solidariedade e a medida não afetará a oferta de leitos aos capixabas.

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