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Cafés premiados do ES conquistam cafeterias nos EUA e na Austrália

Grãos especiais produzidos em Castelo e Brejetuba têm ganhado o paladar dos mais exigentes consumidores do mundo. Agricultores tiveram os cafés premiados em dezembro como os melhores do Estado

Publicado em 31/03/2021 às 20h23
Atualizado em 31/03/2021 às 20h23
Cafés arábica capixabas estocados na cafeteria Sey Coffee, em Nova Iorque
Cafés arábica capixabas estocados na cafeteria Sey Coffee, em Nova York. Crédito: Divulgação | Incaper

Os cafés capixabas especiais estão conquistando cafeterias em Nova York e Los Angeles, nos Estados Unidos, e também do outro lado do mundo, na Austrália. Os grãos exportados são produzidos nas cidades de Castelo e Brejetuba pelos cafeicultores William Sartori, José Antônio Romão e Valdeir de Paula, que foram vencedores do Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo.

Além de premiar os melhores cafés do Estado, o concurso, realizado em dezembro de 2020 pelo Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e pela Secretaria de Estado da Agricultura (Seag), promoveu rodadas de negócios e a venda dos cafés.

Uma delas resultou na exportação de lotes para a microtorrefação e cafeteria Sey Coffee, com sede no Brooklyn, Nova York, que tem a proposta de entregar uma seleção dos melhores, mais dinâmicos e complexos cafés do mundo. A Sey Coffee já ganhou o prêmio de melhor torrefação e cafeteria dos Estados Unidos.

De acordo com o Incaper, os cafés vendidos foram premiados em primeiro, segundo e terceiro lugares, na categoria arábica do prêmio. A qualidade dos cafés está rendendo elogios na “capital econômica do mundo”, onde os provadores classificaram os cafés capixabas como exóticos, de perfil sensorial inovador e de grande complexidade de sabor.

O avaliador de café com certificação mundial Q-Grader, Rafael Marques, participou como juiz nas provas de cafés do prêmio. Ele também foi comprador dos cafés arábicas por meio da Faf Coffees, empresa responsável pela compra, conexão e exportação dos lotes campeões para as torrefações e cafeterias dos Estados Unidos e da Austrália.

Os cafés foram exportados em sacas com a estampa Reserva Capixaba, um projeto criado pela empresa para ilustrar o vale onde foi produzido o café e a sua qualidade. Segundo Rafael, os cafés especiais produzidos no Espírito Santo são de perfil inovador.

Rafael Marques

Avaliador de café

"Os compradores ficaram surpresos com os cafés capixabas. Destacaram que são perfis semelhantes aos cafés do Quênia, que têm grande complexidade de sabor, características únicas de terroir, que resultam em uma herança de fatores decisivos para deixar a bebida mais refinada. Não é comum encontrar no Brasil café com tamanha inovação de perfil sensorial"

O café que conquistou o primeiro lugar na premiação também teve como destino Los Angeles, nos Estados Unidos. A cafeteria com o nome SPLA remete às siglas das cidades de São Paulo e Los Angeles. O proprietário é estadunidense e fez a homenagem devido aos anos que morou na cidade brasileira.

Do outro lado do mundo, a cafeteria Supreme Coffees, na Austrália, foi a que recebeu o café arábica e conquistou o segundo lugar no Prêmio Cafés Especiais do Espírito Santo.

ES SE ESPECIALIZA NO RAMO DE CAFÉS ESPECIAIS

Ao longo dos anos, o Espírito Santo se consolidou como uma importante origem produtora de cafés especiais e exóticos. Prova disso, é que o Estado tem despertado o interesse e a curiosidade de diversos importadores, exportadores, cafeterias e torrefações do Brasil e do mundo, conforme citou o extensionista do Incaper Douglas Gonzaga. Para ele, os importantes prêmios conquistados reforçam ainda mais a evolução da qualidade tanto do café arábica quanto do conilon.

O extensionista, que também é avaliador de café, ressaltou a importância de premiações que colocam todo esse trabalho em evidência, reúne os envolvidos na cadeia produtiva e destaca o trabalho dos nossos agricultores, dando visibilidade aos nossos cafés, além de projetá-los para o Brasil e o mundo.

“Ver os cafés capixabas ocupando as prateleiras e xícaras de cafeterias nacionais e internacionais é extremamente gratificante para nós, pois representa a valorização do trabalho de nossos agricultores. Além disso, mostra que o trabalho de assistência técnica e os incentivos à produção de cafés especiais têm rendido frutos e bons cafés”, destacou Douglas Gonzaga.

* Com informações do Incaper

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