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Publicado em 2 de fevereiro de 2021 às 15:24
- Atualizado há 5 anos
A qualidade e a tradição do café arábica produzido no Caparaó capixaba e mineiro já são reconhecidas há muito tempo em premiações nacionais. Porém, agora, os produtores têm mais um motivo para comemorar: os grãos receberam a chamada Indicação Geográfica (IG) pela Denominação de Origem (DO) do produto, que é inédita no Estado. >
O selo é reconhecido nacionalmente. Ele aponta a reputação, qualidade e características vinculadas ao local, mostrando que a região se especializou na cultura, além de ter capacidade de produzir produtos diferenciados e de excelência.>
O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) publicou na Revista da Propriedade Industrial (RPI) desta terça-feira (2), a concessão da DO Caparaó para o café da espécie Coffea arábica produzido na região. >
A Região do Caparaó está localizada na divisa entre Espírito Santo e Minas Gerais. Ela abrange os terrenos nas imediações do Parque Nacional do Caparaó. Ao todo, são 16 municípios: Dores do Rio Preto, Divino de São Lourenço, Guaçuí, Alegre, Muniz Freire, Ibitirama, Iúna, Irupi, Ibatiba e São José do Calçado, no Espírito Santo; Espera Feliz, Caparaó, Alto Caparaó, Manhumirim, Alto Jequitibá e Martins Soares, em Minas Gerais.>
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A Indicação Geográfica (IG) concedida pelo INPI identifica um produto como sendo originário de uma região ou localidade.Ou seja, quando uma característica do produto é essencialmente atribuída à origem geográfica dele. Existem duas modalidades de IG: a Indicação de Procedência (IP) e Denominação de Origem (DO). >
A primeira indica o nome do lugar que tenha se tornado conhecido pela produção ou fabricação de determinado produto ou prestação de determinado serviço. No Espírito Santo é o caso do cacau em amêndoas, de Linhares; das Paneleiras de Goiabeiras, de Vitória; do mármore, de Cachoeiro de Itapemirim; e do Socol, de Venda Nova do Imigrante.>
Já a segunda, indica o produto ou serviço cujas qualidades ou características se devam essencialmente ao meio geográfico, incluídos os fatores naturais e humanos. O café arábica do Caparaó é o primeiro produto capixaba nessa categoria. Outras solicitações de DO estão em andamento, como a da Carne de Sol do Extremo Norte Capixaba e o Inhame de São Bento de Urânia (Alfredo Chaves).>
De acordo com o pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e Embrapa Café, Aymbiré Francisco Almeida da Fonseca, o Café Arábicado Caparaó teve o reconhecimento de sua Denominação de Origem (DO) aceito por suas características distintas.
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Aymbiré Francisco Almeida da Fonseca
pesquisador
Conforme o parecer técnico do Comitê de Estudos para Delimitação da área das Indicações Geográficas Caparaó e Matas de Minas para Café, a qualidade do café produzido nos municípios da região do Caparaó se dá, sobretudo, nas áreas acima de 800 metros de altitude.
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“Esse diferencial de qualidade do café produzido acima de 800 metros é atribuído pelos produtores da região às condições ambientais presentes nessa altitude, aliadas ao manejo adequado no processo produtivo. Os produtores relataram um sentimento de pertencimento à região do Caparaó, elementos que credenciam o Café do Caparaó a requerer o registro de IG na modalidade DO”, explica Aymbiré.>
(Com informação do Governo do Estado do Espírito Santo)>
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