Aplicativo reúne feirantes do ES para vender pela internet

Com a economia praticamente parada por causa do coronavírus, solução pode dar uma renda para o produtor rural que depende do comércio para sobreviver

Publicado em 27/03/2020 às 15h44
Atualizado em 13/04/2020 às 17h28
Analise de Solos
Produção agrícola. Crédito: Ifes Campus Itapina/ Divulgação
Selo para campanha apoie o capixaba - empreendedores

Das mãos do produtor rural direto para do consumidor. Neste momento de crise, com a economia praticamente parada por causa das medidas de prevenção contra o coronavírus (Covid-19), várias soluções têm sido encontradas para dar uma renda para quem depende do comércio para sobreviver. Uma ideia, que surgiu no Espírito Santo, foi criar um aplicativo para permitir que os feirantes venderem pela internet. O delivery começa a funcionar no dia 03 e abril.

Com o aumento de casos e mortes por coronavírus as autoridades começaram a tomar medidas drásticas para evitar a proliferação da pandemia. No Estado, o o comércio está fechadotrabalhadores estão em home office e as prefeituras estão suspendendo as feiras ou pedindo para agricultores com mais de 60 anos não irem às feiras livres. Diante dessa situação, a produção continua a ser realizada na roça, mas como vendê-la sem se expor à contaminação?

Sensibilizados com a situação, um grupo de profissionais de tecnologia de Vitória se uniu e eles desenvolveram um aplicativo para viabilizar que feirantes e produtores rurais possam vender pela internet. O aplicativo Feira Capixaba é totalmente gratuito e a iniciativa não tem fins lucrativos para os desenvolvedores.

Seis profissionais das empresas Tecnovix, DataThink, Plim Design e VixSys colaboraram durante uma semana para criar o aplicativo. O grupo de profissionais se uniu para pensar alguma solução que ajudasse a sociedade nessa fase difícil. Dali perceberam que a perícia que tinham com o desenvolvimento de negócios digitais poderia ajudar muitas pessoas que não teriam condições de enfrentar essa situação sozinhos.

Aplicativo Feira Capixaba
Aplicativo Feira Capixaba. Crédito: Divulgação/Feira Capixaba

Everton Monteiro, engenheiro de dados da DataThink, comenta que os especialistas fizeram uma espécie de hackathon, que é um tipo de evento que funciona como uma maratona de programação. "Reunimos um time que envolveu programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software e ao marketing digital. Foi uma corrida contra o tempo, pois sabemos que a necessidade desses comerciantes é urgente”, lembra.

COMO VAI FUNCIONAR O APLICATIVO

Clarissa Erthal Coriolano, coordenadora de marketing na Technovix, explica que o feirante vai cadastrar algumas “cestas de produtos” através de um formulário de adesão, indicando os preços de cada kit e a região onde realiza suas entregas.

Já para os clientes, a experiência será semelhante a um aplicativo de delivery de alimentos. Após ele realizar o cadastro, o consumidor vai visualizar as cestas de produtos, a disponibilidade de entrega em seu bairro e os meios de pagamento aceitos. O pagamento é feito diretamente ao feirante na hora da entrega.

Ainda segundo Clarissa, o cadastramento dos produtores começou na última quinta-feira (26). Já a disponibilização para download será a partir do dia 03 de abril.

É PRODUTOR RURAL OU FEIRANTE? VEJA COMO SE INSCREVER

Para se inscrever no projeto, basta que o feirante ou produtor rural envie uma mensagem para o número de WhatsApp (27) 99904-5656 ou para o e-mail [email protected] onde receberá mais informações.

QUER COMPRAR? SAIBA COMO

As pessoas que se interessarem em fazer sua feira pela internet devem fazer o download do aplicativo Feira Capixaba a partir do dia 03 de abril. O aplicativo vai disponibilizar "cestas de produtos" que são entregues na sua região. Depois de fechar o pedido, o consumidor vai saber a data de entrega e receber o contato do produtor rural.

Comércio durante a pandemia de coronavírus

Em Campo Grande, Cariacica, um comerciante fecha as portas da loja durante a pandemia de Coronavírus. 
Em Campo Grande, Cariacica, um comerciante fecha as portas da loja durante a pandemia de Coronavírus. . Vitor Jubini
Cartaz avisa aos clientes sobre o fechamento da loja no período da pandemia.
Cartaz avisa aos clientes sobre o fechamento da loja no período da pandemia. Vitor Jubini
 Na Praia do Cantos, em Vitória, o aviso de fechamento de um shopping durante a pandemia de coronavírus. 
 Na Praia do Cantos, em Vitória, o aviso de fechamento de um shopping durante a pandemia de coronavírus. . Fernando Madeira
Aviso de fechamento na porta de uma loja em Campo Grande.
Aviso de fechamento na porta de uma loja em Campo Grande. Vitor Jubini
Na Praia do Canto, clientes encontram o shopping fechado.
Na Praia do Canto, clientes encontram o shopping fechado. Fernando Madeira
Vendedor usa máscara, na Avenida Expedito Garcia, em Campo  Grande.
Vendedor usa máscara, na Avenida Expedito Garcia, em Campo  Grande. Vitor Jubini
Durante a pandemia de coronavírus o movimento de clientes nos supermercados cresceu. Muita gente começou a fazer estoque com medo da falta de abastecimento.
Durante a pandemia de coronavírus o movimento de clientes nos supermercados cresceu. Muita gente começou a fazer estoque com medo da falta de abastecimento. Ricardo Medeiros
Os supermercados ficaram lotados
Os supermercados ficaram lotados. Ricardo Medeiros
Durante a pandemia de coronavírus o movimento de clientes nos supermercados cresceu. Ver clientes usando máscaras de proteção se tornou algo comum.
Durante a pandemia de coronavírus o movimento de clientes nos supermercados cresceu. Ver clientes usando máscaras de proteção se tornou algo comum. Ricardo Medeiros
Os clientes do supermercado não evitaram o distanciamento.
Os clientes do supermercado não evitaram o distanciamento. Ricardo Medeiros
 Famoso por ser um local de encontros e muita agitação, o Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto, ficou vazio antes mesmo da decretação de fechamento do comércio durante a pandemia de coronavírus. 
 Famoso por ser um local de encontros e muita agitação, o Triângulo das Bermudas, na Praia do Canto, ficou vazio antes mesmo da decretação de fechamento do comércio durante a pandemia de coronavírus. . Vitor Jubini
 Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, o movimento no comércio caiu bastante mesmo antes da decretação do fechamento do comércio durante a pandemia. 
 Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, o movimento no comércio caiu bastante mesmo antes da decretação do fechamento do comércio durante a pandemia. . Vitor Jubini
Na rua Chapot Presvot, pedaço charmoso da Praia do Canto, uma queda grande no movimento foi percebida antes da decretação do fechamento do comércio foi percebido durante a pandemia. 
Na rua Chapot Presvot, pedaço charmoso da Praia do Canto, uma queda grande no movimento foi percebida antes da decretação do fechamento do comércio foi percebido durante a pandemia. . Vitor Jubini
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. . Ricardo medeiros
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 
Na Avenida Jerônimo Monteiro, no Centro da Capital, a vendedora de braços cruzados comprova a queda do movimento no comércio antes da decretação do fechamento por causa da  pandemia do coronavírus. 

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