Sair
Assine
Entrar

Entre para receber conteúdo exclusivo.
ou
Crie sua conta A Gazeta
Recuperar senha

Preencha o campo abaixo com seu email.

  • Início
  • Editorial
  • Violência em locais públicos não consegue mais escapar das câmeras
Opinião da Gazeta

Violência em locais públicos não consegue mais escapar das câmeras

Com os devidos cuidados na interpretação do que é captado, para evitar injustiças, as imagens já podem ser consideradas a arma mais eficiente de segurança pública

Publicado em 19 de Agosto de 2025 às 01:00

Públicado em 

19 ago 2025 às 01:00

Colunista

Vídeo mostra agressão a mulher em Itapuã
Vídeo mostra agressão a mulher em Itapuã Crédito: Reprodução/videomonitoramento
Em pelo menos três acontecimentos do último final de semana, as câmeras espalhadas pelas ruas — as de videomonitoramento ou as que as pessoas carregam no bolso com os seus celulares — mais uma vez expuseram crimes ocorridos em locais públicos. Em um deles, as imagens foram determinantes para a detenção de um homem que agrediu uma mulher dentro de um carro em Itapuã, Vila Velha, na noite de sábado (16).
Isso porque, segundo a apuração da TV Gazeta, a vítima não quis representar contra o agressor, mas testemunhas no local filmaram as agressões e entregaram as imagens aos policiais. Na mesma rua, uma câmera de videomonitoramento também flagrou a violência. As imagens mostram um motoboy e outras pessoas tentando defender a vítima, atitude que por si só aponta para uma transformação cultural: já faz algum tempo que a etiqueta social mudou, muitas pessoas não se omitem mais diante de cenas absurdas como  essas.
Isso é importante demais no enfrentamento da violência contra a mulher, é como se a sociedade dissesse com seus atos um basta para tanta covardia. Tapas e chutes em um carro não demoram a evoluir para um feminicidio caso não se estabeleça uma distância legal entre vítima e agressor. Mesmo que seja a prisão do criminoso.
Empunhar um celular e gravar imagens como a da noite deste sábado não deixa de ser uma forma de começar a expor essa vergonha que, na maior parte das vezes, ocorre no ambiente doméstico.
As câmeras também flagraram uma funcionária da Ufes sendo agredida aleatoriamente por um homem no campus de Goiabeiras naquele mesmo sábado. Assim como também mostraram a ação de criminosos que arrombaram e furtaram uma farmácia em Vila Velha, naquela madrugada. Ou seja, em menos de 24 horas, crimes não passaram incólumes, com imagens que ainda por cima podem servir para impedir a impunidade.
Tudo isso poucos dias após uma mulher ser presa, após passar pelas câmeras do sistema de reconhecimento facial do governo estadual no Terminal de Campo Grande, em Cariacica, e ser identificada como foragida após condenação por um crime cometido em 1996. Até o fim do mês de julho, a tecnologia já havia ajudado a prender 300 pessoas na Grande Vitória.
Com os devidos cuidados na interpretação do que é captado, para evitar injustiças, as imagens já podem ser consideradas a arma mais eficiente de segurança pública. Quem comete crimes ou se esconde da Justiça não consegue escapar delas.

Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rapido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
O império empresarial bilionário da elite secreta de Cuba
Havana, capital de Cuba
Pobre Cuba! Um passeio pela minha história com o país
crime walace lovato
Grupo envolvido em morte de empresário no ES é acusado de milícia privada

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados