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Caixa nega "sumiço" do auxílio emergencial e explica demora em app

Aplicativo Caixa Tem vem apresentando falhas e filas virtuais. Há ainda reclamações de que dinheiro transferido para fintechs sumiu. Diretores do banco explicaram os problemas

Publicado em 09/07/2020 às 15h12
Atualizado em 09/07/2020 às 20h02
Vitória - ES - Aplicativo Caixa Tem
Aplicativo Caixa Tem: onda de reclamações. Crédito: Vitor Jubini

Caixa Econômica Federal realizou na tarde desta quinta-feira (9) uma coletiva de imprensa para anunciar atualizações e mudanças no pagamento de benefícios pelo Caixa Tem. O aplicativo permite a movimentação da poupança social digital, por onde são pagos o auxílio emergencial de R$ 600, a nova rodada de saques do Fundo de Garantia (FGTS), o benefício ao trabalhador com redução de salário (BEm), e o abono salarial do PIS.

O pronunciamento se deu em meio a uma crescente onda de reclamações para acessar o aplicativo, com longas filas de espera virtuais, e dificuldades para fazer transações no app. A Gazeta perguntou ao vice-presidente de Rede de Varejo, Paulo Henrique Angelo, o que o banco está fazendo para reduzir o tempo de espera das "filas" para ter acesso ao aplicativo.

Angelo disse apenas que o banco está trabalhando pra reduzir o tempo de espera, mas não informou de que forma isso vem sendo feito. Ele afirmou que o Caixa Tem tinha uma expectativa de um milhão de usuários em um ano, mas devido a pandemia do coronavírus e a necessidade do governo de realizar os pagamentos do auxílio emergencial, o aplicativo passou a atender uma quantidade maior de pessoas e em menos de três meses.

"Num primeiro momento tivemos um problema muito sério de filas. A gente estava tentando criar um software internamente para poder garantir essa fila, mas não conseguimos entregar no tempo esperado. Conseguimos comprar da Dinamarca um produto que gerência filas. Esse mesmo produto foi utilizado para Copa do Mundo, grandes shows de rock, amplamente utilizado na Europa para vários shows. Assim, conseguimos reduzir as filas e manter uma média de 1 a 5 minutos no dia de pagamento. Agora com toda essa dimensão que chegou, tivemos 1 hora na dia do pagamento mensal. Hoje, à tarde, estava em 38 minutos", explicou.

Segundo ele, as filas estão diminuindo também porque o número de pessoas usando o aplicativo vem sendo reduzido, uma vez que já utilizaram o valor que tinha disponível.

O Caixa Tem vem sendo sobrecarregado pela liberação simultânea de pagamentos do auxílio emergencial de R$ 600, BEm e do FGTS emergencial. De acordo com o vice-presidente da Caixa, quando todos os pagamentos ocorrem ao mesmo tempo, é preciso organizar muito rápido a TI. "É natural que cada dia exija mais da área de TI da Caixa par colocar mais recursos para o cidadão que está usando", disse.

Já com relação aos relatos de "sumiço" do dinheiro quando é transferido dinheiro para uma carteira digital, por exemplo, Angelo negou e disse que "não existe a menor possibilidade de sumir dinheiro de conta".

Um dos principais motivos do "sumiço" foi a Caixa ter solicitado a essas fintechs (como PicPay e NuBank) o estorno de valores por ter identificado pagamento de boletos usando o Caixa Tem em duplicidade. Com isso, essas empresas digitais começaram a devolver esses valores para a Caixa.

Outro problema que já vinha sendo relatado era o de que o dinheiro transferido do Caixa Tem sumia do app mas não aparecia nas contas das fintechs. Nesta semana, consumidores disseram ainda que ao solicitarem nas contas digitais das fintechs para transferir o dinheiro para o seu banco e fazer o saque, o recurso saía, a transação era aprovada, mas os valores não caiam na conta de destino.

Confira a coletiva no vídeo abaixo:

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