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Aviões da ITA começam a ser devolvidos e Itapemirim planeja venda da aérea

Nesta semana, dois aviões já deixaram o país. Enquanto isso, dono do grupo Itapemirim vem tentando vender a companhia aérea, mas o mercado não vê valor na aérea diante das dívidas

Tempo de leitura: 2min
Publicado em 21/01/2022 às 17h45
Aeronave da ITA no Aeroporto de Confins, em BH
Aeronave da ITA no Aeroporto de Confins, em BH. Crédito: BH Airport/Divulgação

Pouco mais de um mês após a decisão de suspender "temporariamente" suas operações, a ITA, companhia aérea do Grupo Itapemirim, começou a devolver suas aeronaves para os arrendadores. A negociação com as empresas proprietárias dos aviões foi amigável e a devolução de todos os jatos deve ocorrer em até 15 dias. Nesta semana, dois aviões já deixaram o país.

A ITA, porém, nega que essas duas aeronaves tenham sido entregues aos arrendadores definitivamente e afirma que foram enviadas aos Estados Unidos para manutenção.

"O deslocamento se dá em razão de as empresas responsáveis pela manutenção não estarem atuando no Brasil", afirmou a companhia aérea em nota. "Basta observar que, se fosse o caso de qualquer rompimento, as aeronaves seriam arrestadas por eles (os arrendadores). Neste caso, a própria ITA, por seus pilotos, está levando os aviões até os Estados Unidos". A empresa, cuja frota era composta por sete jatos, destacou ainda que, "tão longo estejam prontas, essas aeronaves retornarão ao Brasil para operar o serviço oferecido pela ITA".

Ainda não há uma definição se os três arrendadores entrarão na Justiça contra a ITA para receber os valores devidos. Antes de suspender a operação, havia pouco mais de um mês que a empresa aérea não os pagava. A tendência, segundo uma fonte, é que não haja disputa judicial, dado que a probabilidade de algum valor ser pago é considerada muito baixa.

O dono do grupo Itapemirim, Sidnei Piva, vem tentando vender a companhia aérea. "Estamos em negociação com vários investidores para aquisição de parte da empresa ou 100%", informou a ITA.

20/10/2020 - Sidnei Piva, presidente do grupo Itapemirim, que está no processo de recuperação judicial, segurando miniatura de avião da ITA
 Sidnei Piva, presidente do grupo Itapemirim, que está no processo de recuperação judicial, segurando miniatura de avião da ITA. Crédito: Werther Santana/Agência Estado

O mercado, porém, não vê valor na aérea, de acordo com fontes. Ao contrário da Avianca Brasil, que teve seus slots (horários de pouso e decolagem nos aeroportos) disputados pelas concorrentes, a ITA é considerada uma companhia apenas com passivo e dívida trabalhista.

A maior parte dos tripulantes da ITA não recebeu o pagamento de dezembro. Alguns também não receberam o salário de novembro. Diárias de alimentação, vale alimentação e recolhimento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) estão atrasados. A companhia diz estar trabalhando para pagar todas as pendências salariais ainda neste mês.

No começo deste mês, o Ministério Público de São Paulo pediu à Justiça que bloqueie os bens do empresário Sidnei Piva e decrete a falência da Viação Itapemirim e da ITA Transportes Aéreos.

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