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Veja como se preparar para o novo concurso do Banco do Brasil

Veja como se preparar para o novo concurso do Banco do Brasil

Edital do certame está previsto para ser publicado em março, após a escolha da banca organizadora; para participar, o candidato precisa ter o nível médio

Publicado em 21 de janeiro de 2026 às 11:29

Agência do Banco do Brasil na Praça Pio XII, Centro de Vitória
Agência do Banco do Brasil na Praça Pio XII, Centro de Vitória Crédito: Fernando Madeira

O edital do novo concurso do Banco do Brasil ainda nem foi publicado, mas os candidatos já podem começar a estudar. A previsão é de que o documento seja divulgado em março, logo após a escolha da banca organizadora. Os candidatos precisam ter o ensino médio. 

As oportunidades serão para os cargos de agente comercial (escriturário) e agente de TI. O coordenador das carreiras bancárias no Gran, Beto Fernandes, lembra que essas carreiras seguem como algumas das portas de entrada mais procuradas do serviço público bancário, tanto pela estrutura da carreira quanto pela possibilidade de crescimento interno.

A remuneração da carreira de escriturário foi atualizada e agora chega a R$ 4.189,05 nos primeiros 90 dias de trabalho. Após esse período, o valor sobe para R$ 4.314,69. O profissional recebe ainda auxílio-refeição/alimentação de R$ 1.173,26 e cesta-alimentação de R$ 924,47. Com isso, o salário chega a R$ 6.412,42.

Beto Fernandes ressalta que o conteúdo cobrado na prova do Banco do Brasil segue um padrão, com disciplinas recorrentes e um estilo de prova bem definido.

O que deve cair na prova do Banco do Brasil?

concurso acompanha a estrutura tradicional da prova do BB para o cargo de agente comercial (escriturário):

  • Língua Portuguesa
  • Matemática
  • Atualidades do Mercado Financeiro
  • Conhecimentos Bancários
  • Técnicas de Atendimento
  • Informática.

A prova costuma contar com 70 questões objetivas, além de redação dissertativa-argumentativa, ambas com caráter eliminatório e classificatório.

5 dicas para estudar para o concurso do Banco do Brasil

O professor Beto Fernandes afirma que a concorrência deve ser grande, mas isso não significa impossibilidade de aprovação.

“Em concursos desse porte, uma parte relevante dos inscritos não mantém regularidade nos estudos ou começa a preparação apenas após a publicação do edital. Quem inicia antes passa a disputar as vagas em outro patamar.” Confira abaixo outras dicas.

1. Treine gerenciamento de tempo

O gerenciamento de tempo faz diferença porque a prova do Banco do Brasil costuma ser extensa, com textos longos e muitas questões. Sem controle, o candidato chega aos minutos finais tentando resolver várias questões ao mesmo tempo, o que prejudica o raciocínio e a tomada de decisão.

Por esse motivo, o treino precisa simular a realidade da prova. Uma estratégia é definir um limite de até 2 minutos por questão, incluindo leitura e resolução. Esse padrão ajuda a criar ritmo e evita que uma única questão consuma um tempo que fará falta depois.

Além disso, estudar com cronômetro ensina a identificar quando insistir e quando seguir adiante. Questões mais complexas podem ficar para uma segunda rodada, enquanto as mais diretas garantem pontos com menos desgaste mental. Com prática constante, o candidato aprende a distribuir o tempo ao longo da prova.

2. Crie um cronograma de estudos

Um cronograma bem definido faz diferença. O último edital do Banco do Brasil, publicado em 2022, trouxe 7 disciplinas para o cargo de escriturário – agente comercial. Trata-se de um volume alto de conteúdo. Quem começa a estudar agora precisa de organização para estudar, resolver questões e revisar dentro de um prazo possível.

A lógica do cronograma deve priorizar as disciplinas que mais impactam a aprovação, sem deixar lacunas nas demais. Para quem inicia a preparação antes da publicação do edital, a orientação é trabalhar com duas matérias por dia, dedicando 1 hora líquida para cada, sempre com foco em constância.

O ideal é atingir 90% de acerto em blocos de 50 questões por tópico, sem consulta ao material. Esse critério mostra se o conteúdo foi realmente assimilado e evita uma falsa sensação de aprendizado. Além das questões objetivas, o treino deve incluir prática de redação.

3. Cuide do lado emocional

A preparação para o concurso do Banco do Brasil vai além do domínio do conteúdo. O desempenho na prova depende, em grande parte, da capacidade de manter a mente funcionando sob pressão. Muitos candidatos estudam, mas travam no dia da prova porque não treinaram o lado emocional.

O primeiro passo é ter um propósito claro. Definir o motivo que leva o concurseiro à aprovação ajuda a manter constância nos estudos e dá direção à rotina, principalmente nos dias em que a motivação desaparece.

Outro ponto importante é a simulação mental do dia da prova. Antecipar cenários reduz o impacto do nervosismo. Vale imaginar situações como uma prova mais difícil do que o esperado ou, ao contrário, uma prova aparentemente fácil. Ensaiar mentalmente como reagir evita o “branco” e ajuda a manter o controle das decisões ao longo da avaliação.

4. Estabeleça uma rotina de estudos

Além de montar um quadro de horários, a rotina de estudos para a prova do Banco do Brasil precisa de alguns pilares para se sustentar no dia a dia. Sem esses pontos, o plano até começa bem, mas perde força com o tempo.

Organize um local fixo para estudar. Um espaço dedicado reduz distrações e acelera o “modo foco”, porque o cérebro associa aquele lugar ao estudo. Além disso, manter materiais à mão evita pausas longas para procurar conteúdo, o que quebra o ritmo.

A rotina só se mantém quando o candidato sabe por que quer passar no Banco do Brasil. Esse “porquê” precisa ser objetivo: estabilidade, mudança de carreira, renda, plano de vida… Quando a semana pesa, esse motivo segura a constância e evita decisões impulsivas, como parar de estudar por cansaço.

5. Revise os conteúdos desde o início

Estudar sem revisar faz o conteúdo desaparecer rápido. Por isso, na preparação para o Concurso do Banco do Brasil, a lógica precisa ser clara: não basta ler, é preciso revisar com método. A revisão garante retenção, evita retrabalho e prepara o candidato para responder com segurança no dia da prova.

Uma estratégia eficiente combina três níveis de revisão, distribuídos ao longo da semana.

  • Revisão em 24 horas
  • No dia seguinte ao estudo, reserve de 5 a 10 minutos para retomar os pontos centrais do conteúdo. O foco aqui não é aprofundar, e sim reforçar conceitos, fórmulas, definições e padrões de questão. Esse passo simples reduz o esquecimento e facilita as próximas revisões.

  • Revisão semanal
  • A revisão semanal, geralmente feita aos sábados, serve para consolidar o que foi estudado ao longo da semana. Nesse momento, mapas mentais, esquemas e resumos funcionam melhor do que releitura extensa. A ideia é reconectar os tópicos e identificar onde ainda existem dúvidas.

  • Simulados aos domingos
  • Os simulados fecham o ciclo de estudos. Resolver provas completas aos domingos ajuda a testar tempo de prova, resistência mental e desempenho por disciplina, além de familiarizar o candidato com o estilo da banca Cesgranrio, tradicional nos concursos do Banco do Brasil.
Professor Alexandre Amorim orienta que os candidatos não esperem a publicação do edital para começar a estudar
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