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O bairro de Vitória com mais furtos e roubos durante o Carnaval

Região onde o principal alvo da criminalidades são os aparelhos celulares;  associação do bairro pediu reforço na segurança

Vitória
Publicado em 04/02/2026 às 03h30
carnaval
Crédito: Arte - Camilly Napoleão com Adobe Firefly

Quase nove em cada dez furtos ocorridos em Vitória durante o último carnaval tiveram o Centro como cenário. O bairro concentrou 88,3% dos casos da cidade no período da folia.

Chama a atenção a disparidade em relação ao segundo no ranking, o bairro vizinho Mário Cypreste, que registrou apenas 2,46% dos delitos no mesmo período. Foram 8 ocorrências contra 287.

O Centro também ficou com a liderança dos roubos em Vitória no ano passado. Foram 162, sendo 36  no carnaval.

O principal alvo da criminalidade foram os celulares, que representaram 96,2% das reclamações. Ao todo 414 aparelhos telefônicos foram furtados

O levantamento foi realizado pelo Instituto Jones dos Santos Neves (IJSN), órgão do Estado responsável por produzir e analisar estatísticas socioeconômicas, demográficas e geográficas, e apresentado aos moradores locais, em reunião promovida pela Associação de Moradores do Centro de Vitória (Amacentro).

No encontro, que tinha como objetivo a discussão sobre segurança no evento deste ano, o diretor-presidente do Instituto, Pablo Lira, relatou que o fenômeno é impulsionado pelo volume de pessoas circulando pelo bairro nos dias de folia.

“É uma aglomeração que favorece a atuação da criminalidade”, pontuou Lira, assinalando que nos demais meses do ano de 2025 o bairro registrou entre 2 a 11 casos de furto. Bem abaixo das 287 ocorrências do carnaval.

No final do ano passado, dezenas de pessoas tiveram seus celulares furtados durante um show de samba em Vila Velha. Horas depois começaram a ser vítimas de golpes.

Segurança e respeito

As informações reforçaram os pedidos do presidente da Amacentro, Walace Bonicenha, por mais segurança para o bairro, principalmente no período da folia. “O crescimento dos delitos nos eventos, não só no carnaval, acende um alerta. As ações para reduzir essas ocorrências precisam do envolvimento de todos”.

Na última semana de janeiro ele enviou ofícios para diversos órgãos ligados à área de segurança, como as polícias, o Tribunal de Justiça, o Ministério Público, a Secretaria de Segurança, entre outros.

O documento cita a necessidade de uma atuação integrada, com o uso da tecnologia e monitoramento, e com a adoção de abordagens baseadas na mediação, orientação e condução adequada. “Evitando práticas de violência excessiva e priorizando o respeito aos direitos humanos”.

Em 2024 o evento foi marcado por confusões e tiros no momento de desmobilização dos blocos. “Com diálogo nós conseguimos que a situação fosse diferente no ano passado, quando as ocorrências foram pontuais. Mas ainda é preciso evoluir”, assinala Bonicenha.

Ele reforça, assim como Lira, que para além da atuação dos forças de segurança, é importante que cada folião adote cuidados pessoais, principalmente com celulares e documentos.

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