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Taynã Feitosa é sommelière e cervejeira apaixonada por uma boa cerveja e suas infinitas possibilidades. Também é jornalista e mercadóloga

Capixabas participam de festival de cervejas extremas em Belo Horizonte

Entenda o que é cerveja extrema e conheça os três rótulos selecionados por uma cervejaria rural de Venda Nova do Imigrante

Publicado em 20/05/2022 às 02h01

Quem acompanha de perto a cena cervejeira já deve ter se deparado com o termo "cerveja extrema". Mas o que exatamente seria uma cerveja extrema?

Em um primeiro momento, é comum associar essa definição a cervejas com alta carga de lúpulo, tendência que vem se tornando comum (e piegas) no mercado.

As cervejas extremas são, na verdade, bebidas que fogem à regra, seja no teor alcoólico (geralmente nas alturas), nos sabores (inconfundivelmente mais marcantes) ou na criatividade da receita.

Elas são pensadas justamente para tirar o consumidor do lugar comum e fugir do padrão esperado para um determinado estilo.

FESTIVAL

Seguindo essa linha, eventos voltados para esse segmento cervejeiro estão cada vez mais presentes, tanto no cenário nacional como no mundial. Um exemplo: ainda este mês, no dia 28 de maio, será realizado em Belo Horizonte o Festival ISO - Cervejas Extremas.

Teremos representante capixaba na competição. A cervejaria Piwo, de Venda Nova do Imigrante, foi selecionada e levará três estilos diferentes para o ISO: uma Doppelbock, uma Sour IPA e uma Steam Beer (estilo também conhecido como California Common).

Cerveja com adição de café produzida pela Piwo, em Venda Nova do Imigrante
Doppelbock da cervejaria proporciona experiência diferente. Crédito: Gabriel Lordello/Mosaico Imagem

De acordo com os sócios Stanislaw Deps, Tedesko Deps e Nemésio Spadeto - este cervejeiro da Piwo, o serviço com a Doppelbock da casa é feito com a inserção de um artefato de metal quente na bebida, o que caracteriza os açúcares residuais e traz uma experiência diferente, tanto nas notas de aroma e paladar como na temperatura da cerveja.

Essa técnica se chama Bierstachein e é bem conhecida entre os cervejeiros alemães.

Na produção da Sour IPA ocorre o processo de acidificação da cerveja, chamado kettle sour, que consiste em acidificar o mosto da bebida ainda no momento da elaboração.

Na sequência, a cerveja vai à fervura e segue para a fermentação com uma levedura simples.

CERVEJA COM CAFÉ

A California Common da casa completa a trinca e é feita com café arábica produzido em Alto Monte Alverne, em Castelo, e classificado com 85 pontos.

Ao todo, 26 cervejarias participarão do festival na capital mineira, entre elas, nomes nacionais que se destacam pela criatividade na hora de produzir cerveja: as paulistas Dogma, Avós, Croma, Trilha e Everbrew, a carioca Hocus Pocus, a catarinense Mad Dwarf e cervejarias mineiras do naipe da Spartacus e da Lambe Lambe.

O ISO promete IPAs com grandes cargas de lúpulo, cervejas azedas (alô, sours!) produzidas tanto com adição de frutas quanto pelo envelhecimento em barris, Stouts diferenciadas e, claro, Lagers refinadas, leves e aromáticas.

Com toda a certeza, sairão alguns destaques desse evento. Vale a pena ficar de olho.

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Este texto não traduz, necessariamente, a opinião de A Gazeta.

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