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Publicado em 11 de março de 2026 às 01:58
- Atualizado há 3 horas
O setor de delivery no Brasil iniciou 2026 confirmando um retrato já conhecido do mercado: grande diversidade de modelos nas ruas, mas forte concentração industrial em torno de uma única marca. Levantamento feito pelo Data Gaudium, núcleo de inteligência da empresa Gaudium, analisou as entregas de mercadorias ao longo de janeiro de 2026 e identificou que cerca de 75% das motocicletas utilizadas no serviço pertencem à Honda. >
A liderança é sustentada por escolhas pragmáticas dos entregadores, que priorizam confiabilidade mecânica, facilidade de manutenção e ampla disponibilidade de peças. Dentro desse contexto, a CG 160 permanece como o principal instrumento de trabalho da atividade, presente em aproximadamente um quarto das entregas feitas no período. >
Outras versões da mesma linhagem também seguem relevantes. A CG 150 e a CG 125 continuam circulando em grande número nas operações urbanas, ao lado de modelos consolidados como a Yamaha Factor e a Honda Biz, bastante utilizadas em trajetos curtos e serviços de entrega leve. Um movimento mais recente começa a ganhar espaço no setor: a expansão de modelos vinculados a programas de aluguel e assinatura de motocicletas. Nesse cenário, destaca-se a Mottu Sport 110i, produzida pela indiana TVS, que integra a estratégia da empresa Mottu para reduzir o investimento inicial de quem ingressa na atividade. >
O mercado brasileiro de motocicletas registrou 171.508 unidades vendidas em fevereiro, resultado que representou uma queda de 3,9% em relação a janeiro. Apesar do recuo pontual no volume mensal, o cenário competitivo pouco mudou no topo do ranking: a Honda segue exercendo ampla liderança no setor. A fabricante japonesa respondeu por 111.880 motos comercializadas no segundo mês do ano, garantindo 65,2% de participação no mercado nacional. >
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O desempenho confirma a força da marca tanto na rede de concessionárias quanto na capilaridade de pós-venda, fatores decisivos para sustentar sua hegemonia no país. Entre os modelos, a liderança continua incontestável. A Honda CG 160 manteve sua posição como a motocicleta mais vendida do Brasil, com 36.155 unidades emplacadas em fevereiro, consolidando-se como um dos pilares da mobilidade urbana e do trabalho profissional. >
A Yamaha aparece na segunda posição, com 22.532 motocicletas vendidas e 13,1% de participação, seguida por um grupo de fabricantes que vem ampliando gradualmente sua presença no mercado brasileiro. A Shineray ocupa o terceiro lugar, com 11.270 unidades (6,8%), à frente da Mottu, que registrou 9.880 motos (5,7%), refletindo o avanço de modelos voltados ao setor de entregas. Na sequência, aparecem Avelloz (3.031 unidades e 1,7%), Bajaj (2.562 e 1,49%), Royal Enfield (2.400 e 1,40%) e Haojue (2.145 e 1,2%), além das marcas premium Kawasaki (956 unidades) e BMW (945 unidades), que atuam em nichos específicos de maior valor agregado. >
A Triumph Motorcycles Brasil acelera sua estratégia de expansão no país com um amplo pacote de lançamentos previsto para os próximos meses. Até o meio do ano, a fabricante britânica pretende introduzir 13 novos modelos no mercado brasileiro, reforçando sua presença em diferentes segmentos e faixas de cilindrada. A iniciativa faz parte do planejamento global da marca e evidencia o papel estratégico que o Brasil passou a desempenhar dentro da operação internacional da Triumph. >
A estratégia envolve tanto a ampliação do portfólio quanto a atualização de linhas já consagradas. O cronograma começou com as edições especiais Alpine e Desert das famílias Tiger 900 e Tiger 1200, versões inspiradas em ambientes extremos e voltadas ao público que busca maior exclusividade e vocação aventureira. Outro eixo central da expansão envolve a família 660, composta por Trident 660, Daytona 660 e Tiger Sport 660, modelos que equilibram desempenho, tecnologia e versatilidade. Na base da estratégia aparece a linha 400 cc, formada pela Speed 400, Scrambler 400 X e a recém-apresentada Scrambler 400 XC. >
O universo das motocicletas no Brasil vive uma transformação silenciosa, mas significativa. Dados recentes mostram que a presença feminina na indústria e na condução de motos vem crescendo de forma consistente ao longo da última década, refletindo mudanças sociais e novas oportunidades no setor. >
Entre 2015 e 2024, o número de mulheres trabalhando nas fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) mais do que dobrou. Segundo levantamento do Ministério do Trabalho e Emprego, analisado pela Abraciclo, o contingente feminino nas fabricantes de motocicletas, bicicletas, peças e acessórios passou de 1.511 trabalhadoras para 3.134, crescimento de 107%.>
Atualmente, as mulheres representam cerca de 17% da força de trabalho nessas indústrias, número que evidencia avanços na diversidade dentro de um segmento historicamente dominado por profissionais do sexo masculino. A mudança também se reflete nas ruas e estradas do país: 10.605.484 mulheres têm habilitação para conduzir motocicletas no Brasil, número que corresponde a 25% do total de condutores com categoria A. >
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