Poucos veículos podem reivindicar um papel tão profundo na história da mobilidade brasileira quanto a Honda CG. Lançada em outubro de 1976, a motocicleta inaugurou as operações da Honda no Polo Industrial de Manaus (PIM) e, desde então, tornou-se um fenômeno industrial, social e cultural. Com mais de 15 milhões de unidades produzidas, a CG não é apenas a moto mais vendida do país: é o veículo a motor de maior produção da indústria nacional.
Ao longo de dez gerações, a CG consolidou-se como sinônimo de economia, robustez e facilidade de uso – atributos que explicam sua presença constante em diferentes regiões do Brasil e seu papel decisivo na inclusão de milhões de brasileiros no universo da mobilidade individual. Em um país de dimensões continentais e oferta desigual de transporte público, a CG representou, para muitos, a primeira possibilidade real de ir e vir com autonomia.
Para celebrar essa trajetória, a Honda lança a CG 160 Special Edition 50 Anos, uma edição comemorativa que reconhece a importância histórica do modelo. Com base na CG 160 Titan, a versão especial traz acabamento exclusivo em vermelho, com inscrições alusivas aos 50 anos no tanque e nas aletas laterais, além de logotipo comemorativo no para-lama, na chave e nos amortecedores traseiros, também em vermelho. A CG 160 50 Anos chega ainda este mês às concessionárias, com garantia de três anos e preço sugerido de R$ 20.976 (base cidade de São Paulo).
Em ritmo de crescimento
A Triumph Motorcycles Brasil encerrou 2025 com resultados que consolidam a marca como uma das protagonistas do segmento premium no país. No acumulado do ano, foram 13.523 motocicletas emplacadas, crescimento de 10,8% em relação a 2024 – que confirma a consistência da estratégia adotada pela operação brasileira. O avanço foi sustentado por dois pilares: o desempenho dos modelos acima de 500 cc, que somaram 8.918 unidades, e a consolidação da linha 400 cc, responsável por 4.605 emplacamentos no ano.
A nova família de entrada, lançada para ampliar o alcance da marca, vem cumprindo papel decisivo no volume total e na atração de novos clientes para o universo Triumph. A marca avançou também na expansão de sua rede. Atualmente, são 44 concessionárias em funcionamento no país, reforçando a capilaridade da operação. O início de 2026 já trouxe mais dois endereços ao mapa: Itu e Araçatuba, ampliando a presença da Triumph no interior paulista. O portfólio seguirá como eixo estratégico em 2026. A marca prepara o lançamento de dois novos modelos no segmento 400 cc – Thruxton 400 e Tracker 400 –, previstos para o primeiro semestre.
Recorde histórico
A Suzuki Haojue alcançou, em 2025, um marco inédito em sua trajetória no Brasil. Representada pelo grupo J.Toledo, a marca registrou 22.721 motocicletas emplacadas no ano, maior volume desde sua chegada ao país, em 2017, segundo dados da Fenabrave. O número representa crescimento de 21% em relação a 2024, desempenho superior à média do mercado de motos até 200 cilindradas, que avançou 17% no mesmo período.
Entre os modelos, a street DK160 foi o destaque, respondendo por 31% dos emplacamentos da marca em 2025. A DR160, também do segmento street, ficou em segundo lugar, com 23% do volume total. Já a DL160, crossover lançada em maio de 2025, ganhou rapidamente espaço e representou quase 10% dos emplacamentos no ano, indicando o potencial do modelo em um segmento em expansão.
Pressão sobre o sistema de saúde
Os números mais recentes do Ministério da Saúde e da Polícia Rodoviária Federal (PRF) revelam um cenário preocupante envolvendo motociclistas no Brasil. De janeiro a outubro de 2025, o Sistema Único de Saúde (SUS) destinou R$ 141,4 milhões para 92.732 procedimentos hospitalares relacionados a acidentes com motos, incluindo internações. Em 2024, os gastos foram ainda maiores: R$ 167,9 milhões para 111.316 procedimentos.
Nas rodovias federais, o número de ocorrências segue em alta. Segundo a PRF, os acidentes envolvendo motocicletas aumentaram 2,3% em 2025, passando de 31.575 registros em 2024 para 32.297 no ano passado. No acumulado de dois anos, o balanço é contundente: 72.045 feridos e 4.037 mortes.
Para a Sociedade Brasileira de Trauma Ortopédico (SBTO), os acidentes de trânsito são a principal causa de politraumatismo – condição caracterizada por múltiplas lesões graves – e representam uma das maiores fontes de sobrecarga para os prontos-socorros do país. Além dos impactos imediatos, os especialistas alertam para as sequelas permanentes, o afastamento do trabalho e os efeitos emocionais sobre pacientes e famílias. “O custo não é apenas financeiro. Cada acidente grave significa uma vida transformada e uma pressão adicional sobre um sistema de saúde já sobrecarregado”, ressalta a entidade.
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