A BMW Motorrad inicia 2026 reforçando seu portfólio premium no Brasil com o lançamento da R 12 G/S, modelo que combina a tradição do motor boxer com recursos avançados de segurança, conectividade e pilotagem. Equipada com propulsor de 1.170 cm³, a R 12 G/S entrega 109 cavalos e 11,5 kgfm de torque, números que sustentam sua proposta versátil, capaz de encarar diferentes tipos de terreno com respostas refinadas.
O pacote tecnológico inclui suspensões ajustáveis, eixo cardã, ABS Pro, controle de tração dinâmico e assistente de troca de marchas, além das rodas raiadas de 21 polegadas na dianteira e 17 polegadas na traseira, reforçando o estilo aventureiro.
O modelo chega ao mercado por R$ 105.900, acompanhado de condições especiais de pré-venda, incluindo financiamento com taxa zero e incentivos na troca da motocicleta usada. Produzida na fábrica do BMW Group em Manaus, a R 12 G/S simboliza a maturidade industrial da produção local, que encerrou 2025 incorporando mais um modelo de alto valor tecnológico a sua linha.
De vento em popa
O mercado brasileiro de motocicletas fechou 2025 em ritmo acelerado. Foram 2.689.179 unidades emplacadas, crescimento expressivo de 17,1% em relação ao ano anterior, confirmando a consolidação das duas rodas como solução de mobilidade urbana, logística e trabalho em todo o Brasil.
A liderança segue amplamente nas mãos da Honda, que somou 1.468.229 motocicletas vendidas e 66,8% de participação de mercado, desempenho que reforça sua hegemonia histórica no segmento. Na sequência, aparecem Yamaha (311.011), Shineray (130.600) e a startup brasileira Mottu, que alcançou 99.454 emplacamentos, impulsionada pelo uso profissional da motocicleta.
No ranking de modelos, a supremacia é absoluta da Honda CG 160, que, sozinha, respondeu por 478.430 unidades, mantendo o posto de veículo motorizado mais vendido do Brasil. Em segundo lugar, aparece a Mottu Sport 110, mas já a uma distância significativa, evidenciando o domínio da CG como produto de massa, transversal a diferentes perfis de consumidor.
Estimativa para o alto
A Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo) projeta mais um ano de crescimento para o setor de duas rodas em 2026. As fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus (PIM) devem produzir 2,07 milhões de motocicletas, alta de 4,5% sobre 2025.
No varejo, a expectativa é de 2,3 milhões de unidades licenciadas, avanço de 4,6%, enquanto as exportações devem alcançar 45 mil motocicletas, mantendo trajetória positiva. As projeções vêm na esteira de um 2025 histórico, quando a produção chegou a 1.980.538 unidades – o melhor resultado desde 2011 e o terceiro maior da história da indústria nacional.
Os emplacamentos também bateram recorde no ano passado, impulsionados principalmente pela mobilidade urbana e pelo uso profissional. O desempenho reforça o papel estratégico do polo manauara como principal centro de produção de duas rodas fora da Ásia e indica que, mesmo em um cenário macroeconômico desafiador, o setor segue sustentado por demanda estrutural e investimentos contínuos em produto e tecnologia
Briga pelas médias
A Zontes, representada no Brasil pelo Grupo J.Toledo, fechou 2025 com crescimento de 189% nos emplacamentos, desempenho muito superior à média do segmento de média cilindrada, que avançou 18% no período. Com sete modelos de 350 cm³, a marca vendeu 6.694 motocicletas, melhor resultado desde sua chegada ao país, em 2023.
O principal destaque segue sendo a scooter 350E, responsável por 37% das vendas da Zontes no ano e eleita “Melhor Scooter do Brasil” no prêmio “Estadão Mobilidade”, reconhecimento que ajudou a fortalecer a imagem da marca junto ao público. Na sequência, aparecem a crossover T350x, com 25% dos emplacamentos, e a streetfighter R350, modelo de entrada da marca no mercado nacional.
O crescimento consistente reforça a estratégia da Zontes de combinar design, tecnologia embarcada e preço competitivo, ao mesmo tempo em que amplia sua rede e estrutura de pós-venda. Para 2026, a promessa é de novas apostas para sustentar o ritmo acelerado de expansão.
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