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Jornalista de A Gazeta há 10 anos, está à frente da editoria de Esportes desde 2016. Como colunista, traz os bastidores e as análises dos principais acontecimentos esportivos no Espírito Santo e no Brasil

Futebol capixaba em compasso de espera e clubes em momento delicado

Das oito equipes classificadas para as quartas de final do Capixabão, quatro já se viram obrigadas a rescindir os contratos com os jogadores. Federação de Futebol lamenta cenário imprevisível e pontua que não há o que fazer a não ser esperar

Publicado em 16/05/2020 às 06h00
Atualizado em 16/05/2020 às 06h03
Com a bola parada, times pequenos perdem fontes de renda e dificilmente vão conseguir sustentar seus elencos por muito tempo
Com a bola parada, times perdem fontes de renda e dificilmente vão conseguir sustentar seus elencos por muito tempo. Crédito: Estrela/Divulgação

Assim como em todo o país, o futebol capixaba permanece em compasso de espera para retomar suas atividades. Com as competições paralisadas desde o dia 18 de março por conta da pandemia de Covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus, a Federação de Futebol do Espírito Santo (FES) é muita clara em seu posicionamento ao informar que não há o que fazer a não ser aguardar.

A bola só vai rolar para as quartas de final do Capixabão quando a Secretaria de Saúde do Estado (Sesa) garantir que o campo de jogo possa ser um lugar seguro pelo menos a jogadores, comissões técnicas e demais colaboradores essenciais para uma partida de futebol, ainda que o jogo aconteça com os portões fechados. O que não deve acontecer nos próximos dias, já que os números do novo coronavírus permanecem alarmantes no Espírito Santo.

Entretanto, este cenário de imprevisibilidade já cobra caro ao futebol capixaba. Das oito equipes classificadas para as quartas de final do Estadual, quatro (Rio Branco, Rio Branco VN, Estrela e São Mateus) já se viram obrigadas a rescindir os contratos com os jogadores. Real Noroeste, Desportiva, Serra e Vitória mantêm seus atletas, mas as dificuldades já batem à porta.

Presidente da FES, Gustavo Vieira reconhece o momento difícil para os clubes. “A situação é de muita dificuldade não só aqui no Estado, mas no futebol mundial. O futebol precisa de evento para gerar receita. Todos os clubes passam por um momento de grandes dificuldades. Com as atividades paradas por completo, clubes e federações ficam sem as rendas de TV, bilheteria e patrocinadores. É um cenário muito difícil”, pontuou.

CLUBES SOFREM COM A FALTA DE RENDA

Rodrigo Fonseca, técnico do Vitória, espera que sua equipe conquiste a classificação na Copa do Brasil
Elenco do Vitória teve seu salário reduzido e diretoria já revelou que só tem recursos para pagar os vencimentos de junho. Crédito: Vitor Nicchio Casotti/Vitória F.C

“Conseguimos fazer uma redução de 40% dos custos na folha de pagamento. Acabaram praticamente as receitas, infelizmente vai chegar um momento, de junho em diante, que teremos que tomar outra providência. E não sei se vamos ter time para acabar o campeonato”, declarou Antônio Perovano, presidente do Conselho Deliberativo do Alvianil ao colunista, em entrevista na Rádio CBN Vitória. Um baque para um clube que vinha desenvolvendo um ótimo trabalho nas últimas temporadas.

De tal forma, o momento é delicado para todos os times e as perspectivas não são nada boas para um futuro próximo. Mas o momento é de esperar e torcer para que tudo volte ao normal o mais rápido possível.

CAMPEONATO SERÁ DECIDIDO DENTRO DE CAMPO E PORTÕES FECHADOS É UMA OPÇÃO

Gustavo Vieira, presidente da FES
Gustavo Vieira, presidente da FES. Crédito: Sesport/Divulgação

Em um futuro ainda desconhecido, o Campeonato Capixaba será decidido dentro de campo. Gustavo Vieira reiterou que não há a menor possibilidade de algum clube ser declarado campeão sem a bola rolar. “Desde o início da paralisação venho dizendo que nosso objetivo é continuar de onde parou. Tentar retomar assim que for possível e seguir a ordem cronológica. Temos condições de terminar a competição em três semanas, com jogos às quartas e sábados, por exemplo. Não é um campeonato de pontos corridos, temos mais três fases. Não dá para declarar um campeão”, afirmou. 

Com relação a partidas com portões fechados, trata-se de uma possibilidade real, mas que ainda não foi discutida porque no Brasil ainda não há indícios de retorno de nenhuma competição. Mas a FES, assim como a CBF está atenta às  orientações dor órgãos de saúde. “Participo frequentemente de reuniões com A CBF, por videoconferência, e não há nada definido em nenhum Estado. Precisamos aguardar as possibilidades e as orientações das autoridades públicas de saúde. Estamos acompanhando situação e temos que ter muita responsabilidade, pois estamos lidando com vidas”.

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