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Klara Castanho revela que foi estuprada, engravidou e doou o bebê

O que motivou a divulgação da carta nesse momento, segundo a atriz, foi a repercussão de "pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma" que ela sofreu

Tempo de leitura: 7min
Publicado em 26/06/2022 às 10h59

SÃO PAULO - A atriz Klara Castanho, 21, divulgou neste sábado em seu Instagram uma carta aberta em que relata um estupro sofrido e o processo de adoção do bebê resultado da violência. (Veja a íntegra do texto no fim da reportagem)

No texto, Klara relata que não estava em sua cidade, nem próxima de amigos e familiares. Inicialmente, não teria percebido que, do estupro, resultou uma gravidez indesejada. Em outro trecho, ela fala sobre o processo de manter a gestação e realizar a adoção legal do bebê, conforme prevê a lei.

"A entrega foi protegida e em sigilo. Ser pai/e ou mãe não depende tão somente da condição econômico-financeira, mas da capacidade de cuidar. Ao reconhecer a minha incapacidade de exercer esse cuidado, eu optei por essa entrega consciente e que deveria ser segura", escreveu.

A atriz Klara Castanho
A atriz Klara Castanho conta a dor de ficado grávida de um estupro e o processo de entregar bebê para adoção. Crédito: Reprodução/Instagram

Klara também fala que, enquanto ainda estava no hospital, foi abordada por um colunista que sabia da gravidez, mas não do estupro. Poucos dias após o parto, ela disse ter sido procurada por outro colunista.

O que motivou a divulgação da carta nesse momento, segundo a atriz, foi a repercussão de "pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva e de um trauma" que ela sofreu.

A polêmica teria sido causada após Antonia Fontenelle, 49, expor a situação que seria da atriz, mas sem revelar o nome. Ela comentava o caso de uma criança de 11 anos que realizou um aborto nesta semana em decorrência de um estupro.

Antonia criticou a quem chamou de "atriz da Globo, ela tem 21 anos de idade", e disse que as informações que tinha sobre o caso eram de um colunista, que contou a ela sobre a situação. "Na hora de pegar uma criança, parir e jogar no mundo, que não sabe nem o que vai acontecer, aí não tem religião certa, aí pode", disse.

"Não ouse me ligar chorando! Eu não vou dar seu nome porque eu não tenho esse direito, mas não ouse me ligar chorando, porque eu posso perder a paciência e dar seu nome", afirmou Antonia em transmissão no YouTube.

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