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Atendimento on-line ajuda mulheres do ES que sofrem agressões em casa

O grupo nasceu com uma promotora de São Paulo, mas atende vítimas de todo o Brasil. No Espírito Santo, 41  mulheres já foram ajudadas pela plataforma

Vitória / Rede Gazeta
Publicado em 15/03/2021 às 02h00
Atualizado em 15/03/2021 às 02h01
Justiceiras
Justiceiras é um projeto que ajuda mulheres vítimas de violência doméstica. Crédito: Divulgaçãogabriel

Mulheres de todo o Brasil se reuniram para ajudar outras mulheres. Essa é a lógica do projeto Justiceiras, em que voluntárias de diferentes áreas de atuação ajudam vítimas da violência doméstica. No Espírito Santo, 41 mulheres já receberam a colaboração do grupo feminino. 

A ação foi idealizada pela promotora de Justiça de São Paulo, Gabriela Manssur. A iniciativa surgiu logo no início da pandemia do coronavírus, que levou à reclusão de diversas pessoas, e já atendeu 3.660 mulheres em todo o país.  Elas contam com atendimento psicológico, orientações jurídicas e atendimento social.

Das vítimas atendidas pelas Justiceiras, 51% sofreram violência em casa, sendo a maioria dos agressores homens com quem as vítimas se relacionam.  "A necessidade de dar voz às mulheres que estavam no interior de suas residências sem poder sequer sair para pedir ajuda mobilizou outras a prestarem auxílio com algo que ainda falta muito: informação", observa a advogada Steleijanes Carvalho, de 43 anos. 

Steleijanes é do Espírito Santo e é uma das mil voluntárias que doam tempo e empatia para as mulheres que sofrem violências dos mais diversos tipos. 

"Eu conheci o projeto e me cadastrei para fazer orientações jurídicas. A maioria dessas mulheres não sabe sequer que pode pedir uma medida protetiva sem sair de casa  e junto solicitar outros direitos, como pensão alimentícia, abrigo e afastamento de outros familiares", descreveu. 

COMO PEDIR AJUDA?

O atendimento é todo pelo telefone.  A vítima pode entrar em contato por meio do instagram  do projeto @justiceirasoficial , que redireciona para uma voluntária, de acordo com agendamento e demanda. As voluntárias não têm acesso à identidade da vítima, apenas a um número de identificação. 

Cada caso é analisado na totalidade, como, por exemplo, quando há crianças envolvidas ou quando há risco de morte e a polícia precisa ser acionada. Em cada 10 mulheres atendidas, 6 possuem filhos. Em 27% dos atendimentos,  os agressores possuem armas. 

"O projeto existe para tentar dar uma esperança de saída desse ciclo de violência. É tentar tranquilizar uma mulher assustada, com medo, e que tenta ter um ponto de apoio para saber o que fazer. É impedir que uma vítima desista de pedir ajuda", pontuou Steleijanes.

A advogada conta que doa o tempo, pois sabe da importância dessas ações e que ainda é necessário ampliar o auxílio."Consigo conciliar, pois a coordenação repassa o atendimento quando você define o horário que pode atender", completou.  

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