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Publicado em 22 de janeiro de 2026 às 11:15
Comprar material escolar sem pesquisar pode sair bem mais caro do que o esperado. Uma pesquisa do Instituto Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-ES) revelou que o preço de um mesmo produto pode variar até 684% entre lojas no Espírito Santo. Essa diferença é suficiente para fazer o mesmo material escolar custar cerca de sete vezes mais e pesar no orçamento das famílias neste início de ano letivo. >
O Procon-ES analisou 84 itens, distribuídos em 28 categorias, incluindo canetas, lápis, estojos, mochilas, lancheiras, colas, tesouras, réguas, pastas e diferentes tipos de cadernos. Segundo a pesquisa, produtos comuns da lista escolar apresentaram diferenças expressivas de preço quando comparados entre estabelecimentos físicos e lojas virtuais, reforçando a importância do planejamento antes das compras.>
No Espírito Santo, entre os maiores contrastes está a caneta Pilot BP-1 Retrátil 0,7, com três unidades, encontrada por valores que vão de R$ 4,15 a R$ 28,40, o que representa uma variação de 684%. Outro exemplo é a régua escolar de 20 centímetros da marca Acrinil, com preços entre R$ 2,40 e R$ 17,39, uma diferença de 625%.>
Nem mesmo itens considerados indispensáveis escapam das oscilações. O caderno de capa dura, presente na maioria das listas escolares, registrou variação de 349% entre os locais pesquisados. Já a pasta aba elástico ofício cristal, da linha Dello, teve diferença de 508%, enquanto a tinta guache de seis cores, da Acrilex, chegou a 436% de variação.>
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A pesquisa também identificou disparidades em produtos menos lembrados, mas igualmente necessários, como o compasso Study com lápis, da Maped, encontrado por preços entre R$ 5,99 e R$ 32,90, uma diferença de 449%.>
Com o avanço dos filhos nas séries escolares, a lista de materiais tende a aumentar, assim como os custos. Segundo a diretora-geral do Procon-ES, Letícia Coelho Nogueira, comparar preços continua sendo uma das principais estratégias para economizar.
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“Em muitos casos, o mesmo produto apresenta variações muito altas de um estabelecimento para outro. Pesquisar antes de comprar faz diferença real no orçamento das famílias”, destaca Letícia Coelho.>
Diante desse cenário de preços tão diferentes para os mesmos produtos, A Gazeta reuniu orientações práticas para ajudar pais e responsáveis a economizar na compra do material escolar, sem comprometer o orçamento da família.>
Planeje antes de comprar
Antes de sair às compras, vale colocar no papel todos os gastos do ano letivo, como mensalidade, material escolar, uniforme e transporte. Esse planejamento ajuda a definir quanto pode ser gasto sem apertar o orçamento da família.
Compre com antecedência
Janeiro costuma ser o mês mais caro para comprar material escolar por causa da alta procura. Se a escola divulgar a lista mais cedo, aproveite para se organizar e comprar antes, quando os preços tendem a ser mais baixos.
Reaproveite o que for possível
Muitos itens do ano anterior ainda podem estar em bom estado, como cadernos, lápis, canetas e estojos. Também vale verificar se materiais de irmãos mais velhos podem ser reutilizados.
Pesquise, compare e negocie
Compare preços entre papelarias de bairro, grandes redes e lojas online. Pergunte sobre descontos para pagamento via Pix, use cupons de desconto e, se possível, combine compras com outros pais para tentar conseguir preços de atacado.
O Procon-ES reforça a importância de se ater apenas aos itens exigidos pela escola, evitando gastos desnecessários com produtos fora da lista. Em caso de irregularidades, descumprimento de contrato ou dúvidas, o consumidor pode registrar reclamação no Procon-ES, presencialmente (mediante agendamento), pelo site do órgão ou pelo WhatsApp (27) 3134-8499. >
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