Publicado em 30 de janeiro de 2026 às 11:00
A combinação de certos perfumes com a radiação solar pode trazer problemas para saúde. Muitos perfumes contêm substâncias chamadas furocoumarinas (como o bergapteno), que são extraídas de plantas cítricas e flores. Quando essas substâncias entram em contato com os raios UV do sol, ocorre uma reação química que sensibiliza a pele de forma agressiva.>
O aumento do uso desses produtos nos dias mais quentes pode trazer riscos à saúde da pele, já que alguns perfumes, óleos essenciais e body splashes contêm substâncias fotossensibilizantes, capazes de reagir com a radiação ultravioleta. >
Ingredientes como bergamota, limão, laranja amarga e grapefruit estão entre os principais responsáveis por esse tipo de reação. Quando aplicadas diretamente na pele e expostas ao sol, essas substâncias podem desencadear a chamada fototoxicidade, uma reação química que costuma se manifestar de forma semelhante a uma queimadura localizada. >
Segundo a dermatologista Priscila Passamani, a pele pode apresentar vermelhidão, ardor e sensação de queimação, além do surgimento posterior de manchas escuras que podem persistir por semanas ou até meses. Em muitos casos, as lesões aparecem exatamente nos locais onde o perfume foi aplicado, como pescoço, colo e punhos.>
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Diferentemente das alergias tradicionais, a fototoxicidade não depende de sensibilização prévia e pode ocorrer mesmo em pessoas que nunca tiveram reações cutâneas. "O risco é maior com perfumes de perfil cítrico ou muito fresco, produtos formulados com óleos essenciais cítricos e, principalmente, misturas caseiras aplicadas diretamente na pele, que costumam concentrar substâncias potencialmente irritantes".>
Para reduzir os riscos durante o verão, especialistas orientam que o perfume seja aplicado preferencialmente sobre a roupa, e não diretamente na pele, especialmente antes da exposição ao sol. “Quando a aplicação na pele for desejada, o ideal é escolher áreas que fiquem cobertas, como abdômen ou costas, evitando regiões mais expostas e propensas a manchas, como pescoço, colo e ombros. A reaplicação de perfume durante a permanência na praia ou na piscina também não é recomendada. O uso correto do protetor solar é fundamental, embora ele não seja capaz de neutralizar completamente o risco de fototoxicidade quando o perfume é aplicado por cima”, afirma.>
Caso a pele apresente sinais de irritação ou sensação de queimadura após o uso do perfume, a orientação é lavar a área com água e sabonete suave e evitar totalmente a exposição solar no local afetado. Em situações de dor intensa, surgimento de bolhas ou piora do quadro, a avaliação médica deve ser procurada o quanto antes, já que o tratamento precoce reduz significativamente o risco de manchas persistentes.>
"Se a pele apresentar manchas ou queimaduras leves causadas por fototoxicidade, a pessoa deve lavar imediatamente a área com água e sabonete suave, evitar exposição solar no local afetado até a pele se recuperar, usar roupas que protejam a pele da luz solar direta", diz a médica. >
Se houver dor intensa, bolhas ou piora do quadro, é importante procurar avaliação médica, pois a intervenção precoce reduz o risco de manchas permanentes. "Além disso, medidas simples ajudam a acelerar a recuperação e evitar manchas mais escuras, como manter a pele hidratada, evitar coçar ou esfregar a área afetada e não aplicar perfumes ou produtos irritantes até a pele melhorar", diz Priscila. >
A fotoproteção é essencial para prevenir queimaduras e irritações causadas pelo sol, evitar manchas e alterações da pigmentação, reduzir o risco de envelhecimento precoce da pele e de câncer de pele.>
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