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Publicado em 17 de março de 2026 às 16:48
Localizada na parte anterior do pescoço, logo abaixo da laringe e à frente da traqueia, a tireoide integra o sistema endócrino e é responsável pela produção dos hormônios tireoidianos, substâncias que regulam diversas funções do organismo, principalmente o metabolismo.>
Os hormônios produzidos pela tireoide, conhecidos como T3 e T4, influenciam diretamente uma série de processos essenciais no corpo. Quando há alterações na produção hormonal, podem surgir diferentes problemas de saúde. As disfunções mais comuns são o hipotireoidismo e o hipertireoidismo, que apresentam manifestações clínicas distintas. No hipotireoidismo, quando há deficiência na produção dos hormônios da tireoide, os sintomas podem incluir fadiga, redução da capacidade funcional, ganho de peso, intolerância ao frio, constipação intestinal, pele seca, queda de cabelo, lentificação cognitiva e irregularidades menstruais.
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Já no hipertireoidismo, caracterizado pelo excesso de hormônios tireoidianos, é comum que o paciente apresente perda de peso involuntária, taquicardia, tremores, ansiedade, irritabilidade, intolerância ao calor, sudorese aumentada, alterações no sono e aumento da frequência intestinal. Além das alterações hormonais, também podem ocorrer mudanças estruturais na glândula, como o aparecimento de bócio ou nódulos tireoidianos.>
O nódulo da tireoide é um caroço que surge na região do pescoço. "O nódulo pode ser visível ou não, pois alguns são pequenos e somente detectados por meio de exames. Os maiores podem causar um pouco de desconforto. A maioria deles são benignos", explica a endocrinologista Gisele Dazzi, da Rede Meridional. >
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A médica conta que não há uma causa específica para o aparecimento dos nódulos. Mas é comum mais em mulheres após os 40 anos e depois da menopausa. "Em alguns casos, pode ser genético ou podem aparecer devido uma inflamação na glândula. Mas, percebo que 40% das mulheres, após 40 anos têm a tendência de enfrentar aparecimento de nódulos".>
Gisele Dazzi
Endocrinologista
O paciente pode verificar os nódulos pela apalpação realizada por médicos e endocrinologistas. Alguns ginecologistas também têm o hábito de fazer a palpação no pescoço. "Ao detectar o nódulo, encaminha-se o paciente para uma ultrassonografia da região cervical para verificarmos a característica desse nódulo e a identificação se ele é benigno ou maligno". O recomendado é realizar exames de rotina todo ano. E se perceber um nódulo, deve-se procurar um médico para chegar prontamente.
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O tratamento é feito com acompanhamento clínico, nos casos de nódulo benignos. "O ultrassom vai detectar as características do nódulo. Para os benignos é feito o controle clínico a cada seis meses. Mas, dependendo do tamanho do nódulo esse tempo pode variar", diz a médica. Já para o nódulo maligno usa-se o exame chamado punção do nódulo para ter a certeza do diagnóstico. "É necessário, então, fazer uma cirurgia de cabeça e pescoço para remoção do nódulo", finaliza Gisele Dazzi.
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