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Em noite tenebrosa, Flamengo toma uma sapatada do Atlético-GO

Rubro-Negro Carioca esteve irreconhecível em campo e se tornou presa fácil para o Atlético-GO

Publicado em 12/08/2020 às 23h24
Atualizado em 13/08/2020 às 00h26
Flamengo jogou muito mal e se tornou presa fácil para o Atlético-GO
Flamengo jogou muito mal e se tornou presa fácil para o Atlético-GO. Crédito: Heber Gomes/Agif

Um filme de terror para o lado carioca. Nesta quarta-feira (12), o Flamengo passou longe de responder à altura o tropeço na estreia. E foi vexatório. Mandante, no Estádio Olímpico, o Atlético-GO desfrutou da surpreendente fragilidade dos rivais e venceu por 3 a 0, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro

Hyuri, Jorginho e Gustavo Ferrareis construíram o placar na estreia do Dragão na competição. Já o Fla conheceu a segunda derrota em dois jogos com Domènec Torrent, alvo de muitas críticas pelo futebol (ou falta de) apresentado.

FLAMENGO É VOCÊ?

No início, Dome optou por uma equipe com um lateral-direito improvisado, o que viria a ser letal: Rodrigo Caio no lugar de Rafinha. Para atacar, posicionou três atacantes, com Gabigol de referência e dois pontas: Vitinho e Bruno Henrique. Deu tudo errado. A estratégia corajosa do Atlético-GO, de abafar a saída de bola dos cariocas, surtiu efeito desde os minutos iniciais. 

O "bafo" do Dragão culminou em um gol num local onde o Fla deixava mais espaços: o lado direito. Ferrareis encontrou Hyuri entre os perdidos defensores, que já viam batendo cabeça e discutindo posicionamento: 1 a 0.

Isso com 15 minutos. A expectativa ficou para a postura de ambos após o placar inaugurado. E o cenário se manteve. O Atlético seguiu explorando os espaços deixados entre as linhas do Fla e, até com certa facilidade, ampliou o marcador. Golaço em petardo de Juninho, do lado esquerdo do ataque. Novamente o lado direito flamenguista sucumbiu. Aliás, não só o direito...

MUDOU 

Antes do intervalo, Gabigol desperdiçou uma chance frente ao goleiro Jean. Por ali, o Flamengo já se desenhava com uma esquema similar ao de Jorge Jesus. O Atlético ainda marcou o terceiro, anulado pelo VAR. O fato é que o catalão precisava mudar as peças para não ser massacrado por Vágner Mancini.

No segundo tempo, pôs Pedro e tirou Rodrigo Caio da lateral (Rafinha foi para o jogo na vaga de Gustavo Henrique). O início de segundo tempo do Rubro-Negro carioca foi de criação e impetuosidade, diferente de uma equipe frustrada e apática nos 45 minutos iniciais. Mas nada de o Flamengo, que teve Gabigol acumulando chances desperdiçadas, diminuir o prejuízo. Pelo contrário.

GOLPE FATAL   

A pressão do Flamengo com o pontapé de reinício teve um curto prazo de validade. É bem verdade que teve mais a bola, mas o fator psicológico foi gradualmente pesando contra. E os mandantes não tinham nada com isso.

Na base do conforto e ainda com um tremendo terreno para desbravar, Ferrareis puxou um contra-ataque e fez uma pintura, depois de um lindo arremate do meio da rua: golaço, sem chance para Diego Alves. 

Por falar em Diego Alves, ele se descontrolou e agrediu Matheus Vargas após ambos se embolarem na área. Cartão vermelho para o camisa 1, diante de um jogo que tinha esfriado. Os movimentos finais foram protocolares e de mais descontrole do Rubro-Negro carioca, em noite tenebrosa.

Em suma, o Atlético-GO passeou sobre um trôpego time que não ficava sem marcar gols em dois jogos seguidos desde 2018. Torrent tem muito o que falar.

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