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Séries A,B e C do Brasileiro

CBF vê competições somarem quase 50 jogadores com Covid-19 em cinco dias

Entidade e clubes assumiram risco quando decidiram pelo início dos campeonatos. Então agora é preciso ter responsabilidade para lidar com as consequências, e principalmente agir com energia para evitá-las

Publicado em 12 de Agosto de 2020 às 06:00

Públicado em 

12 ago 2020 às 06:00
Filipe Souza

Colunista

Filipe Souza

Quatro jogadores do Atlético-GO testaram positivo para o novo coronavírus
Quatro jogadores do Atlético-GO testaram positivo para o novo coronavírus Crédito: Comunicação/ACG
Entre a última sexta-feira (07) e a noite de terça-feira (11), os clubes que disputam as séries A, B e C do Campeonato Brasileiro, competições iniciadas no último fim de semana, registraram 47 casos de Covid-19 entre jogadores e outros profissionais envolvidos no futebol. Os registros de atletas infectados pelo novo coronavírus foram feitos por cinco times: CSA-AL (18 jogadores), Imperatriz-MA (12 jogadores), Goiás (10 jogadores), Atlético-GO (4 jogadores) e Corinthians (2 jogadores e um colaborador).
Com apenas uma rodada disputada nos campeonatos, esse número é um alerta importante. São atletas e outros profissionais que ficam em trânsito por aeroportos e hotéis pelo país, e consequentemente estão mais expostos ao vírus. Em um curto espaço de tempo a quantidade de casos já é significativa. O risco é real, e todos os envolvidos estão cientes disso.
No final do mês de junho, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a Comissão Nacional de Clubes (CNC), que contou com representantes dos 40 clubes envolvidos nas duas principais divisões do futebol nacional, definiram as datas que as séries A e B seriam iniciadas. A data de início da Série C foi anunciada logo no início de julho, após entendimento da CBF com os clubes. Ou seja, todos concordaram.
Entretanto, o pipocar no número de casos já provoca preocupação nos clubes e também na entidade máxima do futebol brasileiro. Revisitar e promover mudanças nos protocolos de testes de Covid-19, com o Campeonato Brasileiro em andamento, é um atestado que a CBF não deixou tudo planejado como deveria.
CSA está sofrendo com surto de Covid-19.O total de 18 jogadores adquiriu a doença
CSA está sofrendo com surto de Covid-19.O total de 18 jogadores adquiriu a doença Crédito: Augusto Oliveira/ASCOM CSA
Só agora a entidade compreendeu que mesmo que auxilie as equipes com a testagem, o país possui realidades diferentes. Nem todos os times terão acesso aos testes do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, com a agilidade que o contexto pede. Por isso, a CBF abriu o leque para laboratórios locais atenderem as equipes. Outra alteração importante é que a obrigatoriedade dos testes de Covid-19 para todos os jogadores inscritos no Campeonato Brasileiro passa a valer só agora a partir da segunda rodada. Beira o inacreditável isso já não estar estabelecido desde o início. Falha gravíssima.
Um fator importante nessa equação é a política de cada clube com relação às medidas de isolamento no período entre os jogos. Nem todos os clubes seguem as mesmas regras. Uns priorizam a concentração, outros liberam após as partidas. Há ainda aqueles que não possuem nem condições para manter os jogadores em algum lugar com mais privacidade.
No papel os protocolos são precisos, na prática, a realidade é outra. A opção de ter bola rolando em um momento de vulnerabilidade, já que a pandemia ainda não foi completamente controlada, cobra responsabilidade de todas as partes. O interesse financeiro em torno dos jogos não pode justificar um vale-tudo que coloca vidas em risco.

Filipe Souza

Jornalista da Rede Gazeta desde novembro de 2010, já atuou na CBN Vitória e como editor no site e de Esportes, na edição impressa. Desde 2019, mantém o cargo de editor de Esportes, agora do site A Gazeta, onde é também colunista. Antes trabalhou na Rádio Espírito Santo. É formado em Jornalismo pela Estácio de Sá.

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