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Vereador de Linhares é alvo de operação do MPES por prática de rachid

Foram realizadas buscas no gabinete e na residência do vereador Dr. Carlos Almeida (PDT). Investigação aponta para suposta prática de rachid, quando um político se apropria de parte do salário de servidores

Rede Gazeta
Publicado em 11/02/2021 às 11h57
Atualizado em 12/02/2021 às 09h07
MPES faz operação contra prática de rachid na Câmara de Linhares
MPES faz operação contra prática de rachid na Câmara de Linhares. Crédito: Divulgação

O vereador de Linhares Dr. Carlos Almeida (PDT) é alvo de operação do Ministério Público do Espírito Santo (MPES), realizada nesta quinta-feira (11), por suspeita da prática conhecida como rachid – quando um político se apropria de parte do salário dos próprios servidores. Ao todo, são cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Entre os locais estão o gabinete do parlamentar na Câmara Municipal, onde um computador foi apreendido, e a residência de Almeida. 

A operação batizada de "Consultório do Crime" foi deflagrada pelo MPES, com o apoio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco-Norte). O órgão afirma que as investigações estão sob sigilo. Durante a ação, uma pessoa foi presa por porte ilegal de arma de fogo. O nome dela não foi divulgado. 

O MPES informou, até o momento, que o "objetivo é combater crime de corrupção na Câmara de Vereadores de Linhares por meio da prática do que se conhece popularmente como 'rachid', quando um político que exerce um determinado mandato exige parte do pagamento de servidores como condição para a obtenção ou manutenção do trabalho". 

Carlos Almeida foi eleito vereador em 2016, com 1.613 votos, e reeleito nas eleições 2020, com 1.117 votos. 

Carlos Almeida (PDT), vereador de Linhares
Carlos Almeida (PDT) é vereador de Linhares. Crédito: Reprodução: arquivo pessoal

A advogada Maiara de Paula, responsável pela defesa do vereador Carlos Almeida, informou que não vai emitir um posicionamento até tomar conhecimento sobre o caso. "Ainda não conhecemos a denúncia em sua totalidade, porque foi anônima e está em sigilo. Assim que tomarmos conhecimento de 100% da operação, vamos nos pronunciar", disse. 

Câmara de Linhares disse que se coloca à disposição da Justiça e do MPES para futuros esclarecimentos.  "A nota do Ministério Público informa que as diligências estão sob segredo de Justiça. A Casa se posiciona sempre pela elucidação dos fatos e e se coloca à disposição da Justiça e do Ministério Público para qualquer esclarecimento que se fizer necessário", afirmou o procurador-geral da Câmara, Márcio Pereira Pádua.

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