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Ufes divulga lista tríplice para eleição de novo reitor. Veja nomes

Ethel Maciel, atual vice-reitora, recebeu o maior número de votos do Colégio Eleitoral. Os professores Paulo Sérgio de Paula Vargas e Rogério Naques Faleiros também estão na lista enviada ao presidente Jair Bolsonaro

Publicado em 05/12/2019 às 18h39
Professora e vice-reitora Ethel Leonor Maciel, e o professor Roney Pignaton, foram os mais votados para a lista tríplice. Crédito: Reprodução/Instagram
Professora e vice-reitora Ethel Leonor Maciel, e o professor Roney Pignaton, foram os mais votados para a lista tríplice. Crédito: Reprodução/Instagram

A votação do Colégio Eleitoral da Universidade do Espírito Santo (Ufes) definiu, nesta quinta-feira (5), os nomes da lista tríplice de candidatos a reitor da instituição. A mais votada foi a atual vice-reitora, Ethel Leonor Maciel, com 26 votos. Em seguida, ficaram empatados os professores Paulo Sérgio de Paula Vargas e Rogério Faleiros, cada um com 16 votos.

A lista com o nome dos três será encaminhada ao Ministério da Educação, e posteriormente para a Presidência da República, que é quem faz a escolha e a nomeação. Também participaram da disputa a professora Gláucia de Abreu, que recebeu 12 votos, e Surama Freitas, que recebeu uma indicação. No início de novembro, a comunidade acadêmica, formada por professores, alunos e funcionários, participou de uma eleição informal para o nome da reitoria. O pleito não é oficial nem deliberativo. Nele, somente as professoras Ethel Maciel e Gláucia de Abreu participaram, e Ethel foi a mais votada, com 67,5%. Os demais professores apresentaram candidatura diretamente no Colégio Eleitoral.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) precisa escolher o nome do reitor entre um dos três indicados. De acordo com o governo federal, não há hierarquia na lista tríplice, ou seja, qualquer um dos três nomes pode ser indicado. No entanto, a tradição dos últimos 20 anos no país vinha sendo de nomear os primeiros colocados na lista encaminhada pelas instituições de ensino, que é a pessoa que recebeu mais votos dos conselhos. 

A eleição também escolheu uma lista tríplice para o cargo de vice-reitor, na qual o primeiro colocado foi o professor Roney Pignaton, com 30 votos, seguido por Gustavo Forde, com 16, e Cláudia Gontijo, com 13 indicações.

Ao todo, 71 membros dos conselhos da universidade votaram. Cada integrante podia votar em apenas um candidato a reitor e em um candidato a vice-reitor. Eles compõem os conselhos Universitário; de Ensino, Pesquisa e Extensão; e de Curadores. O novo reitor vai atuar no quadriênio de 2020-2024, sucedendo Reinaldo Centoducatte, que ficou na função por dois mandatos.

PRIMEIRA MULHER

Em suas redes sociais, a professora Ethel comemorou o resultado. "O Colégio Eleitoral reiterou a decisão da comunidade ao escolher o nome da primeira mulher eleita em 65 anos da universidade para compor a lista tríplice que será enviada ao Ministério da Educação. O colégio também votou para o cargo de vice-reitor, confirmando o nome do professor Roney para a posição. A felicidade é imensa e sigamos juntas e juntos rumo à reitoria", disse.

A NOMEAÇÃO

Apesar de Ethel Maciel ter sido a mais votada pelo Colégio Eleitoral, e também a preferida na consulta informal junto a comunidade acadêmica, ainda há incertezas quanto a escolha de seu nome pelo presidente Jair Bolsonaro. Ethel é vice-reitora de Reinaldo Centoducatte, que foi nomeado duas vezes pela presidente Dilma Rousseff (PT), e, portanto, representa a continuidade. Os dois antecessores de Centoducatte, José Weber Macedo e Rubens Rasseli, também eram do mesmo grupo político interno.

Desde o início de seu governo, Bolsonaro já rompeu a tradição de nomear o primeiro nome da lista tríplice para reitor, sem considerar a escolha da comunidade acadêmica, em pelo menos seis das 12 oportunidades que teve. Já houve dois casos de universidades (no Rio de Janeiro e no Mato Grosso do Sul), inclusive, que ele nomeou uma pessoa de fora da lista tríplice, interinamente, sob a justificativa de que o processo eleitoral estava pendente na Justiça ou por considerar o processo eleitoral incorreto. 

No caso da eleição da Ufes, os candidatos Paulo Sérgio e Rogério Faleiros já haviam anunciado apoio a Ethel, mas depois se lançaram justamente com a estratégia de dividir os votos do colégio eleitoral entre o grupo. Isso porque a professora Surama seria ligada ao bolsonarismo, pois se identifica em suas redes como parte de grupos de direita na universidade, já foi homenageada pelo deputado Capitão Assumção (PSL), e defende o projeto "Future-se", do governo federal.

Já a professora Gláucia Abreu, que chegou a participar da consulta informal, vinha apontando problemas de gestão dentro da Ufes e defendendo maior transparência dos recursos. Ela também disputou a reitoria em 2015, contra Centoducatte.

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