A professora Surama Freitas, do Centro de Ciências Agrárias, diz que não vai participar da consulta à comunidade universitária no processo de escolha de reitor da Ufes porque não concorda com esse procedimento: “Conforme a lei, a indicação de reitores nas universidades federais é atribuição presidencial e não dos sindicatos”.
Segundo Surama, as universidades podem institucionalmente fazer uma consulta prévia à votação oficial no colégio eleitoral, mas para essa eleição, excepcionalmente, a Ufes optou por não fazê-lo. “Nesse vácuo institucional, o Diretório Central dos Estudantes e os sindicatos de docentes e de servidores técnico-administrativos decidiram promover uma consulta.”
Ela observa que a lei em vigor prevê que a escolha de reitor seja feita por indicação presidencial a partir de uma lista tríplice definida pelos Conselhos Superiores da Ufes, o chamado Colégio Eleitoral que vai definir o novo comando da universidade pelos próximos quatro anos.
“A pesquisa informal não é institucional da Ufes nem reconhecida pelo MEC. A disputa e o processo de designação para o cargo de reitor requer a observância da lei e das regras formais”, defende a professora de Medicina Veterinária, que anunciou que vai participar apenas da votação oficial do Colégio Eleitoral, prevista para 5 de dezembro.