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Justiça manda prender vereador por morte de ativista em Linhares

Suspeito de ser mandante do crime, Waldeir de Freiras Lopes já havia sido preso em julho de 2021, mas teve liberdade concedida. Nesta terça (3), a Justiça voltou a pedir a prisão imediata do vereador

Tempo de leitura: 3min
Colatina
Publicado em 03/05/2022 às 20h39
Vereador suspeito de mandar matar ativista chega em Linhares
Waldeir de Freiras Lopes é suspeito de mandar matar ativista chega em Linhares. Crédito: Reprodução | TV Gazeta Norte

A Justiça mandou prender novamente o vereador Waldeir de Freitas Lopes, de Linhares, suspeito de mandar matar o ativista político Jonas Soprani em junho de 2021. O vereador já havia sido preso no dia 29 de julho do ano passado, mas depois teve a liberdade concedida. Em decisão nesta terça-feira (3), a 1ª Vara Criminal de Linhares voltou a determinar a prisão preventiva do suspeito

Jonas da Silva Soprani era ativista político e foi candidato a vereador nas eleições municipais de 2020. Ele foi assassinado a tiros na noite do dia 23 de junho, em um bar do bairro Novo Horizonte.

Jonas Soprani
Jonas Soprani foi assassinado a tiros na noite do dia 23 de junho. Crédito: Reprodução Redes sociais

O processo corre em sigilo, mas a reportagem de A Gazeta teve acesso ao mandado, que pede a prisão imediata do vereador. Procurada, a Secretaria de Estado da Justiça (Sejus) informou que Waldeir ainda não deu entrada em nenhuma unidade prisional.

A reportagem também procurou a Polícia Civil para saber se o mandado de prisão foi cumprido e para onde o vereador foi encaminhado. Assim que houver retorno, este texto será atualizado.

O QUE DIZ A DEFESA

O advogado Leandro de Freitas, que representa a defesa de Waldeir de Freitas Lopes, disse que o processo está em segredo de justiça, por isso, ele não pode passar detalhes sobre o caso. O jurista informou que segue trabalhando para provar a inocência de seu cliente.

Leandro disse ainda que respeita os autos do processo, mas acredita que a prisão não é necessária. Por fim, o advogado explicou que vai estudar os motivos que levaram a Justiça a determinar a prisão e, após isso, vai protocolar um pedido de habeas corpus.

RELEMBRE O CASO

Na ocasião do crime, testemunhas relataram à polícia que dois homens armados e encapuzados teriam chegado no bar efetuando disparos contra Jonas Soprani. Após ser atingido com os disparos, ele chegou a ser socorrido pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e encaminhado para o Hospital Geral de Linhares (HGL), mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Pouco menos de um mês depois, no dia 20 de julho, a Polícia Civil chegou até os dois suspeitos de serem os executores de Soprani — os irmãos gêmeos Cosme Damasceno e Damião Damasceno.

O terceiro identificado por envolvimento no crime foi o vereador Waldeir de Freitas Lopes, apontado como o mandante. Ele foi preso em um hotel em Belo Horizonte (MG), onde participava de um curso. Poucas horas após o assassinato, o parlamentar chegou a postar nas redes sociais uma mensagem lamentando a morte da vítima e pedindo justiça no caso.

Suspeito de matar ativista, vereador fez postagem lamentando morte da vítima
Suspeito de matar ativista, vereador fez postagem lamentando morte da vítima . Crédito: Reprodução / Redes Sociais

Além do vereador, o assessor dele, Josenilton Alves dos Santos, também é investigado por intermediar o contato com os executores do assassinato. Ele chegou a ser preso na época do crime, junto com o vereador, mas teve a liberdade conseguida. 

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