A Gazeta portal de notícias do Espirito Santo

Recuperar senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Cadastrar nova senha

Já tem uma conta?

Acesse aqui

Ajuste fiscal

Governo do ES corta cursos e até cafezinho para reduzir gastos

Até o final de 2023, medidas como criação de cargos, gratificações, entre outras despesas serão suspensas, de forma a manter as contas sob controle; veja mais

Publicado em 16 de Janeiro de 2023 às 19:32

Caroline Freitas

Publicado em 

16 jan 2023 às 19:32
Decreto de Casagrande estabelece medidas para contenção de gastos pelo governo em 2023
Governo do ES estabelece medidas de contingenciamento e racionalização de gastos em 2023 Crédito: Montagem/Caroline Freitas
Duas semanas após o início do novo mandato de Renato Casagrande (PSB), o governo do Estado suspendeu e limitou uma série de ações que geram gastos nas secretarias. Até o final de 2023, medidas como criação de cargos, gratificações, entre outras despesas, serão suspensas, de forma a manter as contas sob controle.
De acordo com o decreto de contingenciamento de gastos para o Executivo publicado nesta segunda-feira (16), também haverá restrição a itens como: eventos que envolvam serviços de buffet, coffee break, gastos com servidores em cursos dentro e fora do Espírito Santo, contratação de consultorias, celebração de aditivos em contratos, aquisição de veículos, locação de imóveis e prorrogação convênios que gerem despesas.
Fica vedada ainda “a celebração de convênios, termos de cooperação técnica e/ou contratos de patrocínio para o apoio estadual na realização de eventos, tais como festivais, festividades, feiras, encontros, gincanas, exposições, competições (...).”
Governo do ES corta cursos e até cafezinho para reduzir gastos

Arquivos & Anexos

DECRETO Nº 5285-R, DE 13 DE JANEIRO DE 2023

Decreto assinado pelo governador Renato Casagrande estabelece medidas de contingenciamento e racionalização de gastos do Poder Executivo Estadual no ano de 2023
Tamanho do arquivo: 137kb
Baixar
A publicação tem vigência até o fim deste ano, determinando também que as despesas com locação de veículos, material de consumo, diárias, despesas com locomoção, contratos de vigilância, limpeza e conservação, serviços de telecomunicações e processamento de dados, combustível e concessão de horas extras a servidores públicos fiquem limitadas “à média do valor empenhado agregado dessas mesmas despesas em 2021 e 2022 por órgão e entidade.”
Segundo a secretária de Governo, Maria Emanuela Alves Pedroso, a medida está sendo adotada agora da mesma forma como Casagrande fez em todas as gestões desde 2012, com o objetivo de fazer o gerenciamento das contas e equilíbrio entre receitas e despesas para manter a nota A no Tesouro Nacional. A medida não determina a porcentagem de redução de despesas. 
E mesmo com as contas organizadas, ela destaca que é preciso fazer melhorias e ter mais eficiência dos gastos públicos em todas as secretarias para o Estado ter capacidade de realizar investimentos nas áreas prioritárias do governo.
A secretária disse que ainda não há previsão de economia, afirmando que o montante só poderá ser avaliado nos próximos meses.
“O Estado tem mantido nota A no Tesouro desde 2012 e ela demonstra como o Espírito Santo está organizado e isso ajuda a atrair investidores. Isso gera emprego e renda e proporciona ao Estado ter capacidade de realizar maior volume de investimentos”, afirmou.
A Comissão de Melhoria da Eficiência e Racionalização dos Gastos Públicos (CMERGP), que é composta por vários secretários no núcleo econômico do governo, será responsável por avaliar, caso a caso, se alguns dos gastos listados poderão ser liberados ou se há margem para redução de gastos em outras áreas.

Outros contingenciamentos

Não é a primeira vez que o governo estadual adota medidas de contingenciamento. Em 2019, assim que assumiu o governo, no mandato passado, Casagrande editou um decreto determinando a redução mínima de 10% dos gastos com custeio nos órgãos e secretarias, e, para isso, estipulou uma série de medidas. Por conta delas, segundo o governo, houve uma economia de R$ 9,46 milhões no ano, 0,61% acima da meta estabelecida.
Em 2020, um novo decreto, nos mesmos moldes, foi publicado, mantendo regras de contenção de gastos, para manter as despesas no mesmo patamar do ano anterior. A tática se repetiu nos dois anos seguintes.
Na última gestão de Paulo Hartung, entre 2015 e 2018, os cortes também foram adotados múltiplas vezes a fim de reequilibrar as contas e otimizar recursos.
Viu algum erro?
Fale com a redação
Informar erro!

Notou alguma informação incorreta no conteúdo de A Gazeta? Nos ajude a corrigir o mais rápido possível! Clique no botão ao lado e envie sua mensagem

Fale com a gente

Envie sua sugestão, comentário ou crítica diretamente aos editores de A Gazeta

A Gazeta integra o

Saiba mais

Recomendado para você

Imagem de destaque
'Meus pais me ensinaram a reconhecer policiais à paisana na multidão': como foi minha infância fugindo do FBI
Penitenciária Regional de Cachoeiro de Itapemirim
Princípio de motim deixa três detentos feridos em penitenciária de Cachoeiro
Christiano Deorce Benedito, de 54 anos
Integrantes de grupo criminoso suspeitos de matar empresário capixaba são presos no RJ

© 1996 - 2024 A Gazeta. Todos os direitos reservados

Fale com a gente

Escolha o canal de sua preferência para assinar A Gazeta ou tirar dúvidas.