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Fabio diz que diferença entre ele e Audifax é "paixão por tornar a Serra uma cidade conectada"

Candidato da Rede é a aposta do atual prefeito, Audifax Barcelos, para a sucessão na cidade

Vitória
Publicado em 24/11/2020 às 16h15
Fabio Duarte (Rede), candidato a prefeito da Serra
Fabio Duarte (Rede), candidato a prefeito da Serra, em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo, da TV Gazeta. Crédito: Reprodução/G1

candidato a prefeito da Serra Fabio Duarte (Rede) disse nesta terça-feira (24), em entrevista ao Bom Dia Espírito Santo, que a principal diferença entre ele e o atual prefeito do município, Audifax Barcelos (Rede), é a paixão por tornar Serra uma cidade inteligente e conectada. Audifax é o principal apoiador de Fabio que, na campanha, contou com a imagem do prefeito em atividades públicas, materiais gráficos e publicações nas redes sociais.

Desde 1997, a Serra vive um revezamento no poder entre Sergio Vidigal (PDT) e Audifax. Por estar no segundo mandato consecutivo, Audifax não pode disputar a reeleição e escolheu o vereador Fabio Duarte como sua aposta para sucessor. 

Ainda assim, a Rede aposta no discurso de Fabio como o "novo", já que ele disputa o segundo turno com Vidigal. O pedetista tem 56% das intenções de voto estimuladas, enquanto Fabio tem 32%, conforme mostrou pesquisa Ibope realizada no município a pedido da Rede Gazeta e publicada nesta segunda-feira (23).

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"A principal diferença entre nós dois é a paixão por tornar a nossa cidade inteligente, conectada. Uma outra diferença é que eu e minha família utilizamos o SUS, meus filhos estudam em escola pública. Nós vivenciamos na pele o que os moradores vivenciam", afirmou, após ser questionado sobre qual seria a diferença entre ele e Audifax.

Antes, no entanto, agradeceu a Deus e ao prefeito pela oportunidade de concorrer. "Acho que o Audifax viu em mim um político novo, sem vícios, com a vida limpa, sem manchas", opinou. Ao adversário, Vidigal, endereçou uma crítica branda, acompanhada, inclusive, de um elogio pelos outros mandatos.

"Os dois primeiros mandatos do meu concorrente foram bons e eram mandatos em que ele não tinha experiência. Mas o terceiro mandato, quando ele começou a se envolver na campanha da esposa dele para deputada federal, ele perdeu o foco da gestão e deixou a nossa cidade com R$ 230 milhões em dívidas", alfinetou. No início, Audifax e Vidigal eram aliados. Eles romperam em 2008.

O candidato afirma que tem plena convicção da queda de arrecadação que vai enfrentar caso seja eleito: "Tenho convicção de que a previsão de queda de receita é de cerca de 15%", afirmou.

Mesmo assim, reforçou promessas, como aumentar o atendimento de dentistas da rede pública de 30% para 80%, negociação de um plano de carreira e melhora salarial para servidores, construção de mais seis escolas e até isenção de impostos para microempreendedores durante o primeiro ano de mandato, o que representaria mais uma perda na arrecadação.

Para ampliar o atendimento, pretende mexer no orçamento e realocar recursos. "A cidade da Serra é nota A em gestão financeira. Nossa cidade tem capacidade de investimento. E, mais, iremos modernizar a máquina para atrair novos investimentos e receita. Mas já estamos trabalhando para mexer no orçamento para ampliar investimento em saúde e educação", ressaltou.

CRÍTICAS AO GOVERNO DO ESTADO

Ainda na área da Saúde, Fabio afirma que não pretende esperar do governo do Estado os investimentos necessários para o atendimento de especialistas, um dos pontos de reclamação da população. "Eu falo isso porque sinto na pele. Tenho amigos que estão recebendo ligações do governo do Estado para fazer exames, mas não estão mais aqui. Isso é inadmissível", disse. 

Para cobrir os gastos com ampliação de atendimento, portanto, Fabio pretende viajar para Brasília e "sensibilizar" o ministro da Saúde para que libere verbas para que o município invista nas especialidades médicas. "A cidade da Serra é a locomotiva do Espírito Santo e nós não podemos ficar com o pires na mão implorando o governo do Estado exames de especialidades e outras coisas mais. A minha primeira viagem, se eleito, vai ser a Brasília e sensibilizá-lo a nos ajudar com essa questão das especialidades", pontuou.

Já quanto ao cumprimento da meta estabelecida pelo Plano Nacional de Educação, de colocar 50% das escolas ofertando vagas em tempo integral, o candidato foi menos otimista. "Se eu falar que vou conseguir atingir a meta até 2022 eu estou contando mentira. Porque temos a maior rede de ensino do Espírito Santo. Isso é uma utopia. Se alguém falar que consegue, está mentindo", apontou.

Dentro de um prazo de quatro anos, que seria o primeiro mandato, estão nos planos a construção de mais seis escolas, sendo três delas para ofertar vagas em tempo integral. 

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