Em meio a indefinições sobre alianças e candidaturas para o governo do Espírito Santo e o Senado Federal, o PSD mudou a data da convenção do partido. Prevista inicialmente para o domingo (2), agora o encontro será realizado na quarta-feira (5), último dia do prazo legal para a realização do evento em que devem ser oficializados os nomes que vão participar das Eleições 2026.
Mas não se trata apenas de uma mera formalidade: a ideia é mesmo ganhar tempo para as negociações que vão selar os rumos da legenda na disputa deste ano.
"São decisões importantes a serem tomadas e o tempo será um aliado para pensar, dialogar e entender o melhor caminho para o PSD e para o Espírito Santo", ressalta Nilo Locatelli, secretário-geral do partido no Estado.
A sigla é presidida no Espírito Santo pelo prefeito de Colatina, Renzo Vasconcelos, e tem em seus quadros nomes como o do ex-governador Paulo Hartung, cuja participação na disputa ainda é uma incógnita, e o deputado estadual Sérgio Meneguelli, que planeja concorrer para uma vaga no Senado, mas vê suas pretensões em risco.
A estratégia de mudança de data, portanto, é uma alternativa às recentes movimentações no cenário político capixaba. O PSD era visto como aliado de primeira hora de Lorenzo Pazolini (Republicanos), pré-candidato ao governo do Estado, inclusive com manifestações de apoio de Hartung e Renzo. Contudo, o ex-prefeito de Vitória fechou aliança com o PL, presidida pelo senador Magno Malta, que não deseja o ex-governador no mesmo palanque.
Tão logo Pazolini se alinhou ao PL, com declaração de apoio em Flávio Bolsonaro para a Presidência da República e espaço para Maguinha Malta ser a candidata ao Senado do grupo, o PSD adotou um novo posicionamento. Conforme registrado pelo colunista Vitor Vogas, o partido decidiu que, até a convenção, pretendia dialogar com todos os pré-candidatos ao Palácio Anchieta, incluindo o governador Ricardo Ferraço (MDB) e o deputado federal Helder Salomão (PT),
Com Ricardo, já houve encontro, sem definições. Com Helder, deve acontecer ainda esta semana, segundo informações do petista.
Uma eventual aliança deveria assegurar espaço para Meneguelli concorrer ao Senado, mas há também articulações para que a primeira-dama de Colatina, Lívia Vasconcelos, possa compor a chapa majoritária como vice na disputa ao governo.
Por outro lado, não está descartada a possibilidade de o PSD lançar-se sem coligações, com Hartung na cabeça de chapa para tentar retornar ao Palácio Anchieta, e com vaga garantida para Meneguelli, após o deputado estadual ter sido barrado pelo Republicanos em dois momentos: nas eleições de 2022, quando ainda era filiado ao partido, e agora, pela aliança com o PL.
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